Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?
Enviada em 06/07/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante o nacionalismo ufanista, acreditam em um país utópico. Em contrapartida, fora dessa perspectiva, os desafios em relação aos direitos da terceira idade torna o Brasil ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Assim, seja pela ausência de políticas públicas, seja pela negligência da própria população, o conflito permanece silenciosamente.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que o principal fator que contribui para o entrave é a falta de políticas públicas em torno do assunto. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, afirmou em um de seus discursos que a política é serva do povo, e não contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma em conformidade com o que Lincoln explanou, uma vez que o Estado brasileiro não realiza planos e metas públicas voluntárias em prol da população. Desse modo, lamentavelmente, idosos deixam de ter suas prioridades e direitos respeitados além da carência de postos de saúde e hospitais capacitados em atendê-los.
Somado há isso, à também a negligência da própria população que interfere diretamente na problemática. Dessa maneira, infelizmente, é notório o desrespeito e o individualismo quando se trata das diretrizes dos idosos. Assim, inúmeras vezes jovens e adultos não respeitam vagas e atendimentos direcionados à essa classe.
Portanto, urge que medidas desejam tomadas para que a omissão política e o descaso da sociedade deixem de ser os estigmas dos direitos da terceira idade. Logo, é papel do governo, fazer com que o cumprimento das leis e dos direitos dos idosos sejam respeitados, por meio das fiscalizações. Somente assim a mazela será um problema passado e o Brasil será um país igualitário, dando mais um passo em busca da utopia idealizada por Policarpo.