Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 08/07/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do Brasil, prevê em seu sexto artigo o direito de saúde como inerte a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal narrativa se mostra uma inverdade quando colocada em prática na vivência da terceira idade, o que dificulta a universalização deste direito social tão prioritário. Dessa forma, é imprescindível a análise que favorece os fatores deste quadro.

Primeiramente, é válido destacar a responsabilidade governamental em meio ao descaso vivido pela terceira geração Brasil. Assim, é possível visualizar as consequências de tal administração, com cenários em que se tem cerca de 36% dos aposentados sob vivência “semi-miserável”, o que corresponde a uma aposentadoria de de 4 dólares por dia, segundo dados do IBGE, isto influencia diretamente na qualidade de vida, assim como a educação usufruída por este grupo social. Este conjunto de ações, faz quebra direta do “contrato social” proposto por John Lock, já que o indivíduo, ao realizar sua parte do acordo, ao pagar impostos, não recebe de volta a assistência e amparo estatal, parte fundamental na exerção no contrato social, o que infelizmente, evidência a problemática vivida pelos idosos.

Entretanto, é fundamental apontar a coação causada pelos atos culturais como impulsionador direto na problemática da vida idosa no Brasil. De acordo com o estatuto do idoso, houve um significativo aumento no caso de denúncias envolvendo vítimas idosas, cerca de 400 novos casos, entre eles, se destaca a violência advinda de casa, realizada pelos filhos e conhecidos da vítima, reflexo da cultura de desprezo sobre os mais velhos, um lamentável traço na cultura brasileira. Diante disso, é inadmissível que tal cenário se perdure.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater estes obstáculos. Para isto, é necessário que o Governo Federal, por meio do estatuto do idoso, realize vistorias mais rigorosas nos agentes responsáveis pelo pagamento e vivência da terceira geração, além disso, deve-se implementar palestras em teatros públicos e cinemas, assim, se espera conscientizar a população da luta realizada pelos mais velhos. Isto será realizado fim de amenizar os abusos domiciliares e aprimorar o tratamento advindo de agentes estatais. Assim, se formará um sociedade onde o estado desenpenha corretamente seu papel como cuidador, uma forma mais alinhada ao contrato idealizado por John Lock.