Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 06/07/2021

Problemas de saúde e inconvenientes, precisam de acompanhamento. Essas são algumas restrições apresentadas pelos idosos, então essa classe social precisa de mais atenção do Estado. Nessa perspectiva, infelizmente, não se pode dizer que o Brasil tem dispensado a atenção que merece, pois embora existam leis que protegem os direitos dos idosos, muitas vezes essas leis não são cumpridas. Esta descoberta exige uma reflexão sobre os principais aspectos que fizeram com que a faixa etária de maior crescimento no país fosse verdadeiramente ignorada pela sociedade.

Em primeiro lugar, o fenômeno do envelhecimento é algo recente, porque na década de 1960 a expectativa de vida não ultrapassava os 50 anos. Atualmente, devido à melhoria da qualidade de vida, a pirâmide etária do Brasil se inverteu, elevando as expectativas para os 70 anos. Observando essas mudanças recentes na população brasileira, foi promulgada a Lei do Idoso, que contém diversas leis que devem garantir os direitos desse grupo social. Porém, como todos sabemos, essas legislações não têm sido observadas na prática, deixando os idosos em situação de degradação social. Nesse caso, é necessário enfatizar a ineficácia do país, pois o país será responsável por garantir a implementação de suas leis.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman explica que a sociedade pós-moderna perde a sensibilidade para o sofrimento dos outros. Nessa perspectiva, percebe-se que devido à baixa eficiência do Estado na proteção de direitos básicos como o direito à saúde das pessoas, os idosos ainda precisam buscar planos privados de vida digna, mas encontram um obstáculo: o alto preço do tratamento, grandes empresas que buscam cegamente o lucro têm tratamento superfaturado e são indiferentes a inúmeros idosos que não têm condições financeiras para pagar, o que reduziu muito o número de vidas que podem ser salvas.

Portanto, fica claro que os direitos e interesses dos idosos no Brasil é uma situação gravíssima e requer intervenção. Portanto, cabe ao governo federal passar mais fiscalizações para resguardar os direitos estipulados no decreto da pessoa idosa, visando proporcionar uma vida mais digna à eles. Além disso, o Ministério da Saúde tem a responsabilidade de garantir tratamento a preços acessíveis por meio de parcerias público-privadas, para que qualquer idoso, independente de renda, tenha plena saúde. Nesse caso, a afirmação de Platão torna-se válida: “O importante não é viver, mas viver bem.”