Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?
Enviada em 08/07/2021
Hodiernamente, o aumento gradativo de casos de negligência e desrespeito ao idoso é um desafio que atinge a sociedade, transgredindo a Lei de número 10.741/2003 do Estatuto do Idoso, que estipula como crime a conduta de colocar em risco a vida ou a saúde do idoso. Sobre isto, discorre-se sobre a discriminação praticada pela população juvenil, bem como os crescentes casos de maus-tratos aos ansiãos, sobretudo na pandemia.
Conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), nos últimos trimestres de 2019 e 2020, mais de 800 mil idosos foram demitidos e não conseguem novos empregos. Com a pandemia do novo coronavírus, os casos de ageísmo, motivados pela ocupação de leitos, levaram a população mais jovem a estereotipar esse grupo como frágil e improdutivo, o que tem levado ao crescimento de violência psicológica, de acordo com a OMS.
Houve ainda, o crescimento de 59% nos números de denúncias de violência contra o idoso no Brasil, durante o surto de covid-19, graças ao isolamento social, que fez com que os familiares, principais agressores, ficassem a cargo dos idosos. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), muitos sêniores não reconhece que há violência sendo cometia ou prefere não denunciar para não prejudicar a parentela.
Feito isso, verifica-se que a negligência relacionada aos direitos dos idosos pode ser atenuada com ações sociais pelo governo e pelo povo. Para o governo, cabe oferecimento de lazer e saúde, além de oportunidades de empregos para sêniores. Já para o corpo social, é imprescindível mais zelo e respeito para com os idosos, além de difundir em seus lares valores positivos em relação a terceira idade. Todas essas medidas objetivando a valorização dos direitos do idoso, longevidade e melhoria na qualidade de vida.