Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 11/07/2021

Muito se tem discutido, recentemente, acerca da expectativa de vida, termo que diz respeito a idade estimada, em determinado país. É evidente que, a expectativa de vida no Brasil cresceu muito, desde o século XX, quando a projeção era de apenas 33,7 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, os desafios enfrentados pelos idosos ainda estão muito presentes na sociedade brasileira, visto que, muitas vezes, os longevos são submetidos a absurdos como a privação da autonomia e a violência doméstica. Desse modo, urge aos orgãos de poder desenvolver mecanismos para garantir a segurança e qualidade de vida dos anciães.

Em primeiro lugar, verifica-se que a terceira idade, em sua maior parte, é tratada com despreso, indiferença e de forma preconceituosa, em constante situação de avildamento, tanto pela sociedade, quanto dentro de seus lares. Enquadrando, dessa forma, na chamada “Modernidade líquida” do sociólogo polonês Zygmut Bauman, em que as relações são frágeis, fugazes e sem sensibilidade pela dor do outro. Por esse ângulo, vê-se o aumento nos casos de privação da liberdade, uma vez que os familiares ou responsáveis pelos sêniores os impedem de sair, trazendo prejuizos a saúde física e mental como: ansiedade, depressão e piores relações sociais.

Ademais, a violência contra as pessoas da melhor idade vão desde insultos, até agressões praticadas pelos parentes, bem como por cuidadores. No ano de 2020, foram constatadas mais de vinte e cinco mil denúncias de violência e maus-tratos contra os idosos, em apenas quatro meses, de acordo com o Ministério de Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH). Número esse, que poderia ser bem maior, já que a violência ocorre nos domicílios, de maneira que a identificação e o controle dos maus-tratos se torna mais difícil. Observando esse cenário, criou-se o Estatuto do idoso, com diversas leis que visam garantir os direitos aos antigos, porém é notório que, muitas vezes, as leis do Estatudo do idoso não são seguidas, de forma que os vetustos são submetidos a constantes situações de humilhação.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, observa-se a necessidade do Governo Federal, junto a Instituições Governamentares, aumentarem a fiscalização, além de garantir o cumprimento do Estatuto do idoso. Paralelamente, as escolas devem conscientizar e ensinar seus alunos sobre o papel dos antigos na sociedade verde-amarela, a partir de campanhas e apresentações. Para que, assim a população anosa seja bem tratada, seus direitos garantidos por lei sejam cumpridos e a sociedade possa aprender e mudar a forma como trata os provectos desde a infância.