Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 09/07/2021

Ao passo em que o número de idosos no Brasil cresce, com acentuação média total de 1% ao ano de 2012 para 2013, a problemática de garantia e proteção dos direitos deste grupo populacional se agrava. O registro de mais de 400 denúncias — entre elas, abusos, maus-tratos e extorsão — feitas à Delegacia de Proteção ao Idoso nos últimos anos revela que, na prática, nossos idosos carecem de proteção e cuidado, questão essa que transcende o redigido da Constituição e se instala no cerne da consciência social.

O modelo de produtividade capitalista insere o idoso numa posição de segregação social, associando sua impossibilidade de produção e de trabalho à marginalização e desvalorização. Cotidianamente falando, esta cultura faz com que a sociedade enxergue o grupo etário como estorvo, sujeitando-os a tratamento desigual e provocando olhares discriminatórios no dia-a-dia.

Além disso, dentre as mazelas provocadas pelo isolacionismo etário, está a desinformação. A distância entre os idosos e os principais meios de comunicação hodiernos, estes que, por sua vez, se fazem majoritariamente derivados de tecnologia e redes digitais, provoca seríssimo desconhecimento deste grupo acerca de seus próprios direitos e coloca-o num perigoso estado de vulnerabilidade contra casos de extorsão e abuso financeiro, como evidenciado no registro de denúncias anteriormente mencionado.

Esse panorama elucida que a problemática dos direitos etários no Brasil é grave e carece de imediata intervenção. Portanto, cabe ao Estado promulgar novos programas de conscientização social e assegurar de forma mais efetiva os direitos transcritos no Estatuto do Idoso, garantindo que a população de idade avançada possa desfrutar de maior qualidade de vida, saúde e, acima de tudo, inclusão