Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 12/07/2021

O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas More no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, onde uma engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante aos direitos da terceira idade, um problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da visibilidade do Estado, mas também pela falta de importância da família. Desse modo, torna-se uma análise dessa conjuntura fundamental para reverter esse quadro.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destaque que a carência de investimentos em aposentadoria, deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais ocorrências. Sob uma perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos requeridos e proporcionados por prejudiciais. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que, devido à baixa de atuação das autoridades, alguns idosos não apresentam seus benefícios. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação caótica.

Além disso, uma falta de importância da família apresenta-se como outro desafio da problemática. Segundo o livro “A Velhice” - criada pela filósofa Simone de Beauvoir. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja vista que muitas famílias abandonam os idosos, o que, consequentemente, traz sérios problemas no futuro. Logo, tudo isso retarda o combate aos direitos da terceira idade, já que a falta de importância da família contribui para a perpetuação desse quadro deletério

Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição da falta de direitos da terceira idade. Assim, Cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentarias, ampliar a importâncias dos tais direitos, através de palestras ministradas por profissionais na área, com o objetivo de trazer igualdade entre todos os direitos. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de More na sociedade brasileira.