Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 09/07/2021

Segundo especulações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2055, o número da população de idosos superará os de jovens no Brasil. Isso se deve aos fatos: controle de natalidade, diminuição da mortalidade e avanços na medicina. Dessa forma, percebe-se que os idosos serão maioria brevemente, mas grande parte não é respeitada pelos jovens e alguns sofrem violência domestica.

É perceptível que, culturalmente, as pessoas da terceira idade, ainda, são vistas como peso morto na sociedade. Entretanto, isso é uma ideia errônea. Uma prova disso é que, de acordo com dados do Data Popular, o rendimento dos idosos no Brasil no ano de 2013 correspondeu a 21% da massa de rendimento total, evidenciando a grande participação dos idosos na economia. Desse modo, deve-se combater esse pensamento que denegrir e corrobora para exclusão social dessa faixa etária.

Além disso, Segundo Platão: “O importante não é viver, mas viver bem”. Sob essa perspectiva, entende-se que é necessário direitos que permitam uma boa qualidade de vida para essas pessoas desta faixa etária, mas pode-se observar que, devido a ineficácia do Estado em garantir direitos básicos para a população, como o direito à saúde, resta à terceira idade procurar planos privados para viverem dignamente, porém encontram uma barreira: os altos preços dos tratamentos.

Com base nas perspectivas apontadas, é notório que necessita-se de mudanças. É impreterível que o Governo Federal, através de maiores fiscalizações, garanta os direitos previstos no Estatuto do idoso, visando proporcionar uma vida mais digna para a terceira idade. Além disso, compete ao Ministério da Saúde, por meio de parcerias público-privadas, garantir tratamentos a preços populares, para que qualquer idoso, independente da renda, possa desfrutar de sua saúde plena.