Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 20/12/2021

De forma histórica e crescente, sabe-se o descaso ao qual são submetidos os indivíduos da terceira idade, conceituada assim a partir dos 60 anos. É evidente que, desde 2003, com a promulgação do Estatuto do Idoso, os cidadãos dessa classe obtiveram a garantia perante a Constituição de inúmeros direitos, e a proteção contra a violência e o abandono. Tende-se conhecimento, todavia, da alta ocorrência, principalmente em território nacional, onde há um aumento recorrente desse grupo, da violação a tal proteção; deve-se, assim, encontrar uma forma de enfrentar tal desafio.

Em primeira análise, vale salientar o incontestável aumento de integrantes da terceira idade no Brasil, em detrimento do número de pessoas em idade infantil. No filme Extraordinário, o protagonista foi submetido a inúmeras cirurgias para que seu rosto melhorasse fisicamente. Apesar de se tratar de uma criança, o avanço da medicina fica perceptível, e, com isso, o aumento da expectativa de vida se justifica, juntamente com o consequente crescimento da população idosa.

Outrossim, cabe ressaltar os crimes que esse grupo sofre. No primeiro trimestre de 2015, a Delegacia de Proteção ao Idoso registrou 400 atendimentos de denúncias nessa área, que para além da violência, abrange o abandono. Uma propaganda de natal, também de 2015, dos supermercados alemães Edeka mostra tal realidade, quando um idoso simula sua própria morte para reunir os filhos para a ceia. Sob essa análise, afirma-se que os humanos com mais experiência precisam de paciência, carinho e amor, para que lembrem que ainda são essenciais na vida de muitos.

Dessa maneira, cabe aos Governos Estaduais - a partir da ação de de órgãos como o Fundo Estadual dos Direitos dos Idosos de Minas Gerais, - garantir um não abandono e incentivar a denúncia a violência contra idosos, de modo a cadastrar (através de um Senso) os indivíduos da terceira idade das cidades e realizar ligações regulares, com a ajuda de organizações especializadas, para o oferecimento de uma atenção especial a esses cidadãos, incentivando-os ainda a relatar acontecimentos de seu cotidiano, podendo-se chegar a uma denúncia de abuso ou violência. Isso é essencial para que as quebras do Estatuto do Idoso sejam, ao menos, reduzidas.