Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 18/08/2022

O filme “Um senhor estagiário” conta a história de um idoso que após se aposentar, volta para o mercado de trabalho. E no desenvolver do filme enfrenta muitos desafios, como ser invalidado por seus jovens colegas de trabalho. Fora da teledramaturgia, muitos são os desafios da terceira idade. Assim como no filme, os idosos brasileiros, infelizmente, enfrentam muitas invalidações e marginalizações. Os maus-tratos e falta de suporte na saúde pública, são dois tristes desafios que abalam essa porção social. Assim, precisa-se de medidas públicas e midiáticas para resolver essas problemáticas.

Em princípio, é imperioso ressaltar o contraste entre a violência velada, e o direito à dignidade do idoso enquanto cidadão (garantido pela Constituição de 1988), como um desastroso desafio da terceira idade. Assim, observa-se quão difícil é o acesso da segurança pública às vítimas de maus-tratos ocorridos dentro de casa. Por conseguinte, os agressores não são denunciados e penalizados devidamente. Aliás, poucas pessoas sabem o número de denúncias viabilizado pela polícia civil (o ‘disque 100’). Ainda, desconhece-se a série de benefícios/direitos que o idoso possui, devido à inviabilização do Estatuto do Idoso, órgão responsável por assegurar a dignidade da terceira idade. Logo o Estado deve agir, por meio de projetos efetivos, na conscientização social.

Outrossim, outro desafio repugnante enfrentado pelos idosos é a desorganização do sistema de saúde pública. Nesse ínterim, o Estado tem um dever com a manutenção da saúde social, com a quebra deste papel, ocorre o que o estudioso Bourdieu chama de ‘violência simbólica’, decorrente de uma violência indireta acarretadando males aos civis. O supracitado, pode ser visto quando se tira um direito básico de um cidadão. Desse modo, o idoso, que com mais frequência, utiliza o sistema de saúde por ter mais problemas de saúde, e infelizmente, por incoerência do trabalho estatal, enfrenta filas gigantes e listas de espera preocupantes. Logo, precisa-se de melhorias no bloco de saúde urgentemente.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde crie um projeto que foque na conscientização por meio de palestras, que devem ser mediadas por estudantes das faculdades federais de psicologia. Essas irão apresentar o Estatuto do Idoso e todos os meios de proteção que o Estado introduz no mesmo, de maneira lúdica, com jogos e dinamicas. Ainda, os meios midiáticos devem apoiar o projeto, divulgando a hashtag do projeto estatal: “#luteporeles”. Logo, a realidade brasileira distanciar-se-á do retrato feito pelo filme, o qual os desafios da terceira idade ainda são proeminentes aos seus respectivos direitos.