Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?
Enviada em 29/09/2023
Em meados do século XX, o escritor Stefan Zweig escreveu sua obra “Brasil, um país do futuro”, que logo tornou-se uma espécie de lema para nação verde-amarela. Entretanto, observa-se a falta de efetivação de direitos a terceira idade. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre os quais destacam-se o descaso midiático e a negligência governamental.
Em primeiro lugar, o silenciamento das mídias prejudica na disseminação de informações acerca da importância dos direitos aos idosos no Brasil. Nessa análise, de acordo com o professor Afonso Albuquerque, a mídia brasileira é considerada o quarto poder e deve ser vista de maneira conceitual, uma vez que ele gera grandes influências na sociedade. Dessa maneira, as redes de informação devem aproveitar o seu poder de influência para alertar e debater sobre os direitos necessários para o público idadismo e garantir que essa problemática receba seu reconhecimento e alcance na mídia.
Ademais, constata-se o desserviço estatal como uma das causas. Nesse contexto, para Baumann, algumas instituições, como o Estado, atuam como “Zumbis”, pois perderam a sua função social. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que a falta de informação, o ageismo a e governamental é evidente. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegará a 2 bilhões de pessoas até 2050. No entanto, ex-diretor da OMS afirma que “Países desenvolvidos primeiro enriquecem para poder envelhecer. As pessoas serão na velhice o produto de tudo que aconteceu na sua vida antes e nós estamos envermelhecendo com pobreza e crescente desigualdade”. Logo, nessa análise, é notório que o Brasil não está preparado para o envelhecimento da população e tal realidade deve ser alterada.
Portanto, cabe ao Governo Federal, cuja função é manter a harmonia social, e a mídia desenvolver campanhas e propagandas, de modo a direcionar a população idosa sobre a necessidade de lutar por seus diretos e melhorias nas políticas públicas. Como efeito, da superação do legado histórico e do descaso governamental que afetam negativamente essa parcela da população. Construindo, assim, um Brasil do futuro perante a perante a obra de Stefan.