Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 21/09/2023

Na séria americana “The Simpsons”, o personagem Abel, pai do personagem principal, é constantemente segregado da família e vítima de abandono, por ser considerado um peso para o coletivo familiar, pela sua idade avançada. Fora da ficção, a realidade nacional apresenta o mesmo paradigma, ou seja, idosos são segregados e invisibilizados da sociedade por não serem vistos como uteis. Isso ocorre tanto pela má conscientização dos direitos, quanto pelo etarismo.

Sob esse viés, a má conscientização dos direitos dos idosos é advinda de uma pobre política de alfabetização, que apesar de aumentar progressivamente, os efeitos negativos ainda persistem em gerações mais antigas. Logo, fica evidente que, a alfabetização é um componente importante na consciência de seus direitos. Conforme já explicitado pelo IBGE, a maior taxa de analfabetismo é encontrada justamente em grupos da terceira idade, tornando-os reféns de pessoas letradas. Dessa forma, é necessário a criação de programas que visem o letramento de idosos.

Consequentemente, o etarismo, ou seja, o preconceito pela idade, acaba por invisibilizar pessoas mais velhas, isolando-as e as tornando socialmente vulneráveis. Diante disso, percebe-se que por mais que possuam seus direitos esses não são assegurados plenamente por causa de chagas na sociedade. Isso é exemplificado no filme “Eu me importo”, onde uma guardiã legal de pessoas idosas constantemente os explora justamente por estarem as margens do coletivo, tornando assim, vítimas fáceis. Sendo assim, é preciso extinguir o preconceito advindo da idade, para que pessoas mais velhas possuam ter seus direitos assegurados.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para enfrentar a invisibilidade do idoso. O Estado, por meio do Ministério da Educação, deve criar programas de alfabetização que abranja os grupos da terceira idade a fim de torná-los conscientes de seus direitos para que possam combater o etarismo. Somete assim, venceríamos a inviabilização de pessoas mais velhas, trazendo-as de volta ao coletivo para que possam desfrutar de seus plenos direitos.