Direitos dos trabalhadores domésticos em debate no Brasil
Enviada em 01/09/2020
Durante a Quarta República as mulheres trabalhavam dentro de suas próprias casas, de forma a realizarem os serviços domésticos. Analogamente, a contemporaneidade não diverge, em partes, desse período, tendo em vista que muitas mulheres e homens, no Brasil, são trabalhadores domésticos. Entretanto, essas pessoas enfrentam, na maioria das vezes, serviços exaustivos e salários baixos, problemas esses que precisam de debates para serem premente combatidos.
A princípio, convém ressaltar os trabalhos pesados que empregadores domésticos enfrentam no Brasil. Nesse contexto, a série “Coisa mais linda” retrata a história de uma faxineira doméstica que precisa suportar grandes expedientes e maus-tratos, vindos por parte de sua chefe. Dessa forma, a ficção assemelha-se ao hodierno, tendo em consideração as inúmeras mulheres e homens que trabalham em diversos serviços domésticos, como as babás, os caseiros e os motoristas, e que prestam serviços por longos períodos sem receberem tratamentos adequados, nos quais os patrões são grosseiros e os trabalhadores até chegam a ficar sem alimentos. Logo, esses dados são alarmantes, visto que o bem-estar é um direito dos indivíduos, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, e esses tratamentos inadequados podem acarretar na falta de uma boa disposição.
Outrossim, cabe avaliar a baixa remuneração que os trabalhadores domésticos recebem. Nesse ínterim, o livro “Quarto de despejo” relata em seu desenrolar a vida de uma mulher que é lavadeira e cozinheira, mas não recebe o dinheiro necessário para o sustento de sua família. Desse modo, no Brasil, diversas pessoas também enfrentam uma baixa valorização com os seus serviços, tendo em conta que trabalham muito e não ganham salários que são suficientes para pagarem as despesas de suas casas. Portanto, esses fatores mostram-se como extremamente negativos, já que na maioria das vezes as pessoas não pagam os empregados domésticos de maneira que condiz com os seus serviços, de modo que eles acabam por viverem envoltos por um alto índice de precarização.
Destarte, medidas são necessárias para a resolução dos empecilhos. Nesse âmbito, compete ao Ministério das Mulheres, da Família e dos Direitos Humanos promover campanhas, cujo tema, em detalhe, seria “todos juntos para combater os abusos com os trabalhadores domésticos”. Isso deve ser feito por meio de debates nas salas de aula, especificamente para os ensinos fundamentais e médios. Essa ação possui como finalidade conscientizar as pessoas, desde os mais novos, acerca da forma com que qualquer tipo de emprego deve ser valorizado, sem haver explorações. Assim, espera-se que o direito dos trabalhadores domésticos seja imposto, para divergir da série, citada anteriormente, “Coisa mais linda”.