Direitos dos trabalhadores domésticos em debate no Brasil
Enviada em 10/08/2021
No Mito da Caverna de Platão, ilustre filósofo, é retratada a situação de pessoas que se recusavam a enxergar a verdade em virtude do medo de sair da sua zona de conforto. Fora da alusão, tal cenário tem se reverberado na sociedade, haja vista que os direitos dos trabalhadores domésticos são omitidos pela sociedade. Essa realidade se deve ao legado histórico, bem como ao silenciamento desse entrave.
Antes de tudo, é importante enfatizar os eventos históricos como complexos dificultadores. Nesse sentido, segundo o filósofo George Santayana, “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. De maneira análoga, as empregadas domésticas, em sua maioria negras, eram escravizadas, devido ao periodo da escravidão, no qual tais pessoas eram supostamente inferiores, sendo expostas a condições desumanas e trabalhando apenas para sobreviverem. Assim, é vital que essa mentalidade retrógrada seja desfeita.
Além disso, cabe ressaltar que a falta de debate é um grave empecilho. Diante disso, o filósofo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Nessa perspectiva, para que as mazelas relacionadas à insuficiência legislativa desses trabalhadores sejam resolvidas, faz-se necessário debater sobre, entretanto, há uma lacuna na discussão desse transtorno, o qual não é visto como uma situação preocupante. Logo, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Em suma, medidas devem ser tomadas para amenizar esse impasse. Portanto, urge que o Estado — enquanto guardião do bem-estar coletivo — promova, por meio das mídias, campanhas publicitárias. Tais campanhas devem alertar a população sobre os direitos inerentes dos trabalhadores domésticos, com o intuito de romper estereótipos e garantir uma vida digna para esses funcionários. Dessa forma, o corpo social não reproduzirá comportamentos imprudentes , conforme afirmou Santayana.