Direitos humanos pra humanos direitos?
Enviada em 22/09/2020
No filme “12 anos de escravidão”, interpretado por Chiwetel Ejiofor, é apresentada a jornada de um homem que se tornou escravo e foi privado da liberdade por doze anos. Nessa obra cinematográfica, é possível identificar um grave desrespeito aos direitos humanos do cidadão, que incluem o direito à vida, à liberdade, ao trabalho, à educação e vários outros valores. É imprescindível que toda a sociedade tenha seus direitos humanos garantidos, preservados e respeitados para a obtenção de uma vida plena e devidamente justa.
Em primeira análise, deve-se demonstrar o crescente desrespeito e descaso com as liberdades fundamentais do ser humano. O balanço anual da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos mostra que, em 2017, o Brasil teve em média o registro de 142,6 mil denúncias de violação destes. É importante destacar que, atualmente, o desacato a esses direitos pode ser demonstrado de várias formas, como racismo, xenofobia, misoginia, machismo, homofobia, anti-semitismo, intolerância religiosa e outros.
Ademais, é necessário destacar o conceito de poder em Michel Foucault. Para o filósofo, o poder tem se tornado a base da maioria das relações humanas, uma vez que envolvem elementos de domínio e disputa. A violação dos direitos humanos é quase sempre apontada como culpa apenas das grandes instituições, como a Igreja e o Estado, não levando em conta o sentimento de poder que algumas pessoas pensam possuir sobre as outras. Com isso, se julgam no direito de desrespeitar e desprezar os que são apresentados como diferentes, violando as liberdades individuais.
Logo, é necessário que o desrespeito seja solucionado rapidamente. Para isso, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deveria garantir o básico a todos os cidadãos, por meio da criação de novas leis governamentais em conjunto com o Poder Legislativo e do aumento da rigidez das já existentes. O objetivo da medida seria preservar os direitos básicos aos cidadãos, além de informar outras pessoas sobre o assunto, para que todos possam ter conhecimento de tais. Com isso, a sociedade seria mais suscetível à liberdade de expressão e as relações de poder citadas em Foucault poderiam ser desconstruídas.