Discussão a respeito da densidade populacional no Brasil
Enviada em 24/05/2024
No ano de 2022, cerca de 1 milhão de pessoas aguardavam na fila do SUS para cirurgias eletivas, aquelas que não são urgentes e podem ser marcadas. Porém, o mais preocupante é que esse tipo de situação ocorre em todas as áreas do serviço público. Assim, pode-se concluir que o Estado não está sendo eficiente na aplicação de políticas públicas. Dentre vários motivos, a alta e irregular densidade populacio-nal aparece como algo aparentemente sem solução. Entretanto, urge a necessida-de de resolver esse problema, aumentando as chances de êxito dos programas go-vernamentais.
Embora o crescimento vegetativo - a diferença entre taxa de natalidade e taxa de mortalidade - pareça ser um fenômeno imprevisível, o demógrafo F. Notestein nos norteou com a teoria da transição demográfica, onde ele explica que toda po-pulação passa por 4 estágios de crescimento vegetativo. De acordo com estudio-sos, o Brasil está na terceira fase, onde esse índice começa a se estabilizar e a po-pulação idosa começa a ficar maior. No futuro, na quarta fase, a população será menor. Dessa forma, pode-se prever o crescimento vegetativo e planejar os anos vindouros.
Entretanto, os problemas do presente não podem ser ignorados. As vagas insci-pientes em programas governamentais estão em todas as áreas, incluindo a saúde, educação, segurança, lazer, cultura e etc. Estima-se que cerca de 3 milhões de cri-anças estejam fora das creches por falta de vaga ou de acesso, com creches muito longe de suas residência. Essas faltas causam chagas profundas na sociedade bra-sileira.
Em síntese, é perceptível que os problemas causados pela alta densidade popu-lacional estão em todos os lugares. Como solução, o Ministério de Gestão e Ino-vação em Serviços Públicos, em conjunto ao IBGE, vai criar um plano de remane-jamento de pessoas em áreas de risco ou muito povoadas, que incluirá o cadas-tramento destas em sítio eletrônico. Com isso, será mais fácil visualizar a popu-lação regionalmente, pensando em estratégias para cada área. Adicionalmente, os dados do IBGE podem servir para que o Estado liste as políticas públicas por prio-ridade, atendendo as necessidades da população.