Discussão acerca da apropriação cultural
Enviada em 04/10/2018
Em 1888, o Brasil aboliu a escravidão, a partir deste momento os negros começaram a ganhar mais direitos, em especial religiosos. Devido a globalização muitas características dos africanos foram incorporadas pela sociedade. Dessa maneira, essa apropriação cultural gerou bastante conflito, uma vez que os afrodescendentes sentem a desvalorização de sua cultura. Outrossim, a comercialização desenfreada transformou as crenças dos descendentes dos escravos que residem no país em um produto, consumido sem noção da importância dos objetos aos seus fiéis.
Em princípio, o aumento da globalização trouxe benefícios, já que aproximou conhecimentos culturais de diversas regiões, como a capoeira, luta disfarçada de dança praticada pelos, até então, escravos. Em contrapartida, proporcionou a perda da essência de outras. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre 2000 e 2010, dos quase 50 mil adeptos do candomblé ou umbanda, cerca de 4.500 têm cor branca, número que tem crescido cada vez.
Além disso, é notável o aumento da comercialização a respeito dos produtos usados como instrumento de fé pelos afrodescendentes, por exemplo o turbante, acessório usado pelas mulheres. Embora não seja possível proibir a utilização de ferramentas como essas é indispensável que seja feito uma explicação a respeito da relevância histórica, pois os fiéis das religiões africanas não têm o objetivo de impedir a aderência de sua fé pela sociedade, mas o de tê-la preservada e prosperando.
Logo, faz-se necessário que, para impedir a desvalorização da cultura, o Ministério da Cultura faça palestras ministradas por membros da cultura africana, para que os fiéis sejam respeitados, bem como as pessoas se sintam convidadas a entrar, com o fim de ter um sociedade consciente e informada. Assim como ONGs (Organizações Não Governamentais) junto as famílias afrodescendentes promovam eventos que exponham a importância da cultura africana à construção da sociedade, para as crianças e jovens, no intuito que cresçam com um saber histórico da cultura social.