Discussão acerca da apropriação cultural

Enviada em 18/10/2018

A cultura é um forte laço social que é percussor tanto de união quanto de conflitos sociais. A identidade própria de uma povo é direito fundamental, contudo hodiernamente está em perigo que a mesma apropriação cultural que foi imposta aos colonizados europeus nos séculos passados voltem a se repetir, porém com novas armas: a tecnologia. Dessa forma, é indubitável a necessidade de discutir sobre os efeitos da globalização e do capitalismo associado à intolerância nas diferentes expressões culturais.

A primeira instância, a instrução ao consumismo aliado à massificação da cultura de elite dos países desenvolvidos são importantes fatores homogênicos sociais. Consoante a este problema estão os índios brasileiros que estão gradativamente perdendo seu estilo de vida pela necessidade de inclusão social, retratado numa reportagem do Fantástico pela Globo que ilustra de maneira clara como a inserção de computadores e outras tecnologias em sua vida vêm trazendo prejuízos na autenticidade de seus costumes.

Outrossim, o preconceito existente desde o mercantilismo europeu agrava-se ainda mais pelas empresas socialmente engajadas serem hodiernamente formadoras de padrões sociais. Tal como o mito grego “Narciso acha feio tudo que não é espelho”, o preconceito atual provoca a aversão à “cultura não-padrão” provocando que a intolerância seja o repressor, gerando um défict na liberdade de expressão.

Em suma, é importante que ações sejam tomadas para que a riqueza cultural do Brasil não perca sua diversidade. Primordialmente, é necessário que o governo aliado a mídia promova campanhas para conscientizar a população sobre o respeito a multiculturalidade para que a intolerância diminua. Cabe também ao Ministério da Cultura e ONG’s propiciar eventos nas ruas e escolas como forma da população conhecer os outros costumes, para que a visão de Narcisio não faça-se valer nas terras tupiniquins.