Discussão acerca da apropriação cultural
Enviada em 19/10/2018
UMA LUTA CONTÍNUA
Nos anos 50 e 60 acontecia nos Estados Unidos a luta do movimento negro, liderado por Matin Luther King e os Panteras negras, por um país em que a cor da pele não influenciasse em decisões politicas e sociais, simultaneamente era observado na África do Sul a luta contra apartheid, sistema segregacionista que durou até o final dos anos 90, que tinha em Nelson Mandela seu maior expoente. Em consequência de todas essas lutas a cultura afro se transformou em um símbolo de resistência e de homenagem aos seus antepassados.
Em toda a história da humanidade diversos povos tiveram suas crenças destruídas e foram obrigados a assimilarem outras culturas, os que conseguiram mantê-las, mesmo que em parte, foi fruto de uma batalha intensa. Atualmente as maneiras de se arrumar, como a utilização de dreads pelos afro-descendentes ou o sari pelas indianas, demonstra que toda a luta das gerações passadas tiveram algum significado, a apropriação cultural acaba banalizando isso.
Além disso, muitas vezes o uso dessas peças passa por uma “massificação”, ou seja, existe a modificação do seu real objetivo para um produto de massa, nesse caso suas antigas referências deixam de ser importantes e a “moda pela moda” se torna seu principal conceito. Toda essa problemática acaba marginalizando os povos originais ao transferir suas especificidades para toda uma população que não compartilha o mesmo passado.
Em síntese, a apropriação cultural desrespeita todo o histórico de um povo quando utilizada de maneira indistinta, para evitar isso é necessário que o Estado através das escolas ofereçam aulas com enfoque específico nas mais variadas culturas e que os professores promovam debates sobre suas peculiaridades, assim como os meios de comunicação (televisão, rádio, internet, etc.) devem produzir programas que respeitem as etnias e suas representatividades e acabem com estereótipos formados.