Discussão acerca da apropriação cultural
Enviada em 14/07/2019
Apropriação cultural é o uso de elementos típicos de determinada cultura por pessoas pertencentes a um grupo cultural diferente.No Brasil, se dá desde a colonização, onde negros trazidos da África eram proibidos de praticar sua cultura e índios observavam portugueses se apropriando de seus objetos culturais.Hoje,empresas usufruem de itens dos povos torturados desde a colonização para lucrar, ignorando qualquer significado e respeito que elas possam ter.
O Brasil, por ter um território vasto, se tornou um país miscigenado, com várias culturas e etnias. Para o filósofo Luiz Felipe Ponde, ninguém pertence a uma cultura pura, e vale salientar que, a cultura se propaga pela globalização, ou seja, existem muito mais culturas além das conhecidas no século XVI, culturas estas que auxiliam no combate à preconceitos e no conhecimento entre povos. Entretanto, ignora-se a mensagem por trás dos objetos que são usados por outras culturas e de seu povo, que sofreu por ter uma cultura diferente das outras, como os povos africanos.
Por outro lado, a estrutura da sociedade permanece intolerante e empresas de moda e beleza, como a Sephora que criou uma coleção denominada “bruxaria” para tratar da religião africana, pensam apenas no lucro que uma determinada elite vai lhes oferecer, tratando assim do racismo, sendo o principal problema da apropriação cultural.
É incontestável que a apropriação cultural existe para lucrar e continuar com preconceitos, pois sendo um país miscigenado, haverá a mistura de culturas, mas falta o conhecimento sobre elas e o respeito, por isso, é necessário que o Ministério da Educação adicione aulas extras sobre a cultura africana e indígena, que formam a identidade brasileira, nas grades curriculares das escolas, e crie projetos de conhecimento às outras culturas, como palestras e apresentações , para que se tenha os significados dos objetos e não se esqueça da luta diária desses povos. Por fim, que seja feita uma lei para proibir a fabricação e a entrada peças preconceituosas, para disseminar o respeito que os povos precisam.