Discussão acerca da apropriação cultural

Enviada em 10/06/2020

A cantora brasileira Anitta, em 2019, foi acusada de cometer apropriação cultural ao aparecer de tranças no cabelo, nas redes sociais. Nesse caso, a extração do significado afrodescendente, que o estilo carrega, ao ser usado por brancos, um povo repressor, configura o fenômeno. Assim, em decorrência dos diversos outros episódios de apropriação no Brasil, torna-se clara a necessidade de combater a problemática, apesar de obstáculos como a desinformação e a banalização do assunto.

Acima de tudo, é notável que o desconhecimento da população sobre o problema prejudica sua erradicação. Nesse contexto, o samba tem suas características de origem negra, ocultadas ou retiradas ao ser exercido pelo povo antigamente colonizador. Desse modo, apesar de ser um gênero musical extremamente difundido pelo país, a falta de aprendizado a respeito do tema em escolas torna extremamente difícil a luta contra essa  e outras ocorrências, por não formar muitos adeptos à causa.

Ademais, aqueles que possuem conhecimento sobre apropriação cultural não atribuem a devida gravidade ao assunto, e, por consequência, o tornam trivial. Acerca disso, segundo o canal de informação Exame, no carnaval de 2020, a temática esteve em alta na internet, em virtude das assíduas fantasias desrespeitosas de índio, entre outras, e, no entanto, as mesmas vestimentas ainda eram frequentes. Portanto, isso mostra uma banalização alarmante da questão levantada, por parte dos cidadãos, que não só impede a mitigação dos casos, como também, os intensifica.

Em suma, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas sociais de conscientização sobre cultura. Essa ação será realizada por meio da introdução de eventos em institutos de ensino, que permitirão uma conversa mais aprofundada a respeito dos diferentes povos presentes no Brasil e do conceito de apropriação. Tal medida tem como objetivo, informar as novas gerações sobre respeito ao próximo, que criará um ambiente culturalmente próspero no país.