Discussão acerca da apropriação cultural

Enviada em 22/10/2020

A história brasileira, a partir do período colonial, foi marcada por influência de diversos povos com hábitos distintos, que auxiliaram a compor miscigenação do país. Entretanto, a apropriação cultural é um problema persistente no Brasil, já que o sentido da cultura é banalizado e mercantilizado. Por isso, cabe analisar o capitalismo e o racismo que contribuem para essa alarmante situação.

Inicialmente, a posse de costumes de outras culturas causa a perda dos signos e da simbologia de objetos. Segundo Michal Kalecki, economista polonês, o sistema capitalista não é um regime harmônico, mas um regime antagônico, que assegura as ganâncias dos capitalistas. Nesse sentido, o capitalismo ameaça a noção de pertencimento, posto que o mundo globalizado contribuiu para a comercialização dos objetos compulsivamente. Assim, tais ações prejudicam e banalizam a luta das minorias, como negros e indígenas.

Outrossim, o racismo agrava o cenário sobre a questão do apoderamento cultural. De acordo com Leci Brandão, cantora brasileira de samba, a apropriação cultural é uma forma racista de dizer que tal coisa é brasileiro ou multinacional. Dessa maneira, os brasileiros possuem comportamentos racistas, porém se empoderam de costumes da cultura negra por status ou por achar bonito. Por exemplo, quando uma mulher branca coloca tranças - símbolo de resistência dos escravos negros da época da colônia brasileira - se torna um ícone da moda, mas uma mulher negra, socialmente, sofre preconceito. Logo, é inadmissível a postura ignorante por parte dos brasileiros.

Portanto, medidas são necessárias para acabar com essa anomia social por parte dessa problemática. O Governo Federal, responsável pela administração dos interesses da administração federal, deve criar campanhas sobre a importância de preservar a pluralidade cultural brasileira.  Assim, mediante a parceria com as mídias de massa, espera-se, com isso, atenuar os casos de racismo e apropriação cultural no Brasil.