Discussão acerca da apropriação cultural

Enviada em 17/11/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, por mais que a discussão sobre a apropriação cultural seja presente, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que esse conhecimento é limitado. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da ausência do tema na educação infantil, bem como a má influência da mídia acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, durante o Período Colonial, a partir de 1549, muitos negros foram considerados pessoas inferiores e sem civilização, em razão do tom de pele e etnia. Diante disso, a sociedade foi sendo moldada e, com isso, a luta dos “excluídos” pela ressignificação dos objetos em prol da resistência cultural. No entanto, é evidente a apropriação de objetos, por exemplo, sem que haja uma preocupação com a história deste povo. Um exemplo, são foliões que se vestem de índios. Por isso, é preciso que o município tome medidas para melhorar a educação infantil, com intuito de provocar nas novas gerações uma reflexão mais apropriada dessa questão, a fim de melhorar esse cenário.

Sob um segundo enfoque, de acordo com o filósofo Theodor Adorno, a Industria transforma cultura em mercadoria, priorizando o significado comercial, estético e de entretenimento. Desse modo, percebe-se como o sistema capitalista visa o lucro, em detrimento de manifestações contemporâneas. A princípio, a mídia se apodera de elementos tradicionais e contribui para perpetuação de atitudes ofensivas e degradantes, como atores brancos utilizando ponteados africanos. Logo, é preciso que esse comportamento seja alterado, para que o equilíbrio das diferenças seja garantido.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Ética, sendo administrados por profissionais da Assistência Social, para que os professores ensinem aos alunos sobre apropriação cultural, a fim de promover um conhecimento adequado do assunto. Além disso, cabe ao Estado punir influências midiáticas, para efetivar a luta juntamente com essas camadas prejudicadas.