Discussão acerca da apropriação cultural

Enviada em 20/03/2024

O avanço do capitalismo promoveu uma dissonância entre as classes sociais no fator cultural. Os objetos dos grupos minoritários negros e indígenas passaram a traduzir um novo conceito para além do intuito original. E nisso, o grande mercado abre portas para que crenças, identidades e valores percam-se no lucro das ações.

Desde a chegada dos negros ao território Brasil, sua luta por cultuar seus antepassados e deuses é marcada por intolerância, ao ponto de necessitar sincretizar seus orixás com santos católicos. Apesar disso, o povo africano resistiu em diversidade e atualmente suas religiões são cultuadas por brancos também. Apesar de cultuar, não se pode chamar isto de apropriação cultural, mas o que marca essa apropriação é a mudança da cultura em sua essência, como no caso de Iemanjá ser representada como mulher branca, assim, tem-se uma ruptura danosa na ancestralidade negra em pró de uma identificação do novo público aderente a religião.

Nessa pespectiva, o capitalismo ele adentra como propagador do novo conceito, ele cria novas necessidades, atributos e fórmula uma nova imagem e transmite até que seja aceita pela massa. Logo, à aderência destes movimentos se dá nas minuciosas ações da pupulação em diminuir a história ou modifica-lá. Tendo em vista, em 2017, alguns evangélicos em Salvador, Bahia, vendiam o acarjé como bolinho de Jesus, apagando assim os traços afro-brasileiro, marca registrada da culinária afrodescendente do país.

Em suma, a população maioritária encontra nas linhas tortas do capital formas de alinhar seus propósitos retirando na história as grandes contribuições dos demais povos na construção do Brasil. Portanto, faz-se necessária a ação das escolas, como intermediadora entre população e estado a aplicação de seminários, roda de conversas, sobre a heranças dos povos formadores do país, para que haja visibilidade nos legados das nações negras e indígenas. Faz-se também o ministério da cultura, o incentivo de criação de museus e manuntenções dos já existentes sobre o mesmo propósito, difundir a cultura, pode-se levar os museus a locais de grandes circulação, como shoppings, afim de ter contato com a população. Agregando assim a maior noção da população sobre herança e patrimônio cultural.