Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 18/09/2019
Segundo pesquisa feita pela ONG, a cada 20 horas, um(a) LGBT morre no Brasil por serem LGBTs – ou seja, por conta da LGBTfobia. O grupo também registrou um aumento de 30% nas mortes de LGBTs em 2017, quando 445 pessoas foram mortas, em relação a 2016, ano em que 343 mortes foram motivadas por LGBTfobia. Já em 2018 esse número caiu, mas ainda se manteve alto, com 420 mortes. No Brasil, há uma grande injustiça acerca disso, pois se alguém pratica discriminação de raça e religião, por exemplo, pode ir preso, mas se pratica discriminação de gênero não. Com base nisso, vê-se a necessidade de mudança da lei.
Em primeiro lugar, “Todo preconceito é violência. Toda discriminação é forma de sofrimento. Mas aprendi que alguns preconceitos causam mais sofrimento porque alguns castigam desde o seu lar, só pela circunstância de tentar ser o que é”, disse Cármem Lúcia em plenário do STF (Supremo Tribunal Federal). A população LGBT, em maioria, sofreu em casa, nas escolas, faculdades, empregos e nas ruas.
Além disso, tendo em vista que um dos argumentos contrários à inclusão da LGBTfobia é a falta de liberdade religiosa, pois na visão de seus membros, ao se mostrar contrários a práticas homossexuais, como pregam suas religiões, as pessoas estariam passíveis de punição. Em contraste, “Liberdade religiosa não se sobrepõe à criminalização da LGBTfobia”, como disse Fabiano Contarato. “Não consigo entender como a liberdade religiosa se fundamenta em um comportamento que vá violar a honra de uma pessoa”, disse o senador, em entrevista ao HuffPost Brasil em seu gabinete.
Portanto, a solução mais plausível seria o STF aprovar a modificação da lei do racismo, incluindo nela o crime de LGBTfobia até que seja criada uma lei especifica, para que a população LGBT pare de sofrer violência e discriminação. Deste modo, ter-se-a uma população menos discriminatória, com mais liberdade de expressão, menos violenta e aumento da diversidade de gênero, pois muitos tem medo de “sair do armário”.