Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 07/11/2019
Durante as últimas décadas, o mundo presenciou uma revolução na representatividade da diversidade populacional, os meios midiáticos, como propagandas ou programas, agregam gradativamente às diferenças, de tal modo que é perceptível cada vez mais o dinamismo racial e sexual nas telas de televisões ou celulares. No entanto, apesar dessa grande evolução na aceitação dos ditos como “fora do padrão”, uma parcela destes continua marginalizada e desrespeitada cotidianamente, principalmente no Brasil, por consequência do seu gênero, fato que necessita de debates e ações contra.
No início de 2019, uma propaganda do Banco do Brasil foi retirada do ar por apresentar variedade, não apenas física, mas também de gênero, representada por uma pessoa transexual e outras não- binárias, tal exemplo reforça, como supracitado, a visível discriminação presente no território brasileiro, que leva à exclusão e o desrespeito cotidiano contra muitos que não se identificam com extremos do espectro de gênero, contribuindo para a difusão do ódio das maiorias e do medo das minorias. Por conseguinte, muitas ações foram realizadas por parte dos grupos minoritária para conquistar e assegurar seus direitos, entre elas pode-se comentar o Movimento LGBTQ+, que lida com as conquistas de direitos e com iniciativas contra as manifestações de intolerância.
Todavia, mesmo com as ações desse grupo, as minorias continuam a sofrer com o preconceito representado, por exemplo, pelas falta de aceitação e respeito dos grupos dominantes, insegurança devido a exposição de violência verbal e não verbal e pela falta de representatividade na legislação ou em outras áreas, como na mídia.
Diante do que foi exposto, é de suma importância que o Ministério da Justiça e da Cidadania promovam campanhas de conscientização, por meio de mídias televisivas e sociais, a cerca do respeito necessário pelas minorias para construir uma sociedade mais harmônica; assegurem também a eficiência penal nos casos de agressão física ou psicológica, incluindo o meio digital, a partir do incentivo a denúncias, do oferecimento de linhas telefônicas especiais, como no caso do número 180, para a delegacia da mulher, além do governo, utilizando-se da democracia e dos direitos humanos, envolva e promova a representação dos grupos minoritários no parlamento ou garanta os totais direitos como cidadão e pessoa à estes segmentos, para que assim, a intolerância e o ódio constantemente presentes na nossa sociedade possa ser substituído pelo respeito.