Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 14/11/2019

Na contemporaneidade, tem-se discutido acerca da diversidade de gênero no Brasil, principalmente após a abordagem midiática quanto à identidade de gênero. Tal questão diz respeito à forma como o indivíduo se identifica e relaciona na sociedade, sendo homem ou mulher, independente do sexo biológico. No entanto, há fatores que levam a complexidade do tema, haja vista a resistência de grupos conservadores que propagam ódio, preconceito e intolerância, impondo barreiras morais e sociais que geram a perda da dignidade humana e os direitos adquiridos fundamentais.

Em primeira análise, cabe pontuar que, no Brasil ainda há resquícios de uma sociedade patriarcal e tradicionalista, o que explica o retrocesso e omissão das instituições em criações de políticas públicas que conduzam a equiparação das desigualdades sociais, injustiças e o reconhecimento dos indivíduos que compõem a população LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Transgêneros).

Somando-se a isso, convém frisar que mesmo perante tantos estigmas relacionados à sexualidade humana, muitas barreiras já foram quebradas. Uma delas é a ênfase que a mídia vem exibindo na novela Força do Querer, colocando em evidência a questão do drama social vivido por transexuais e travestis, mostrando as dificuldades e violências sofridas em busca da identidade de gênero e se inserirem no meio social. Um fato que exemplifica esse progresso da vida real, é o caso do estudante de Marketing da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Yuri, de 24 anos, que em busca de se afirmar e diminuir o preconceito, hoje é o primeiro transexual a usar o nome social na faculdade, podendo ser chamado pelo nome de sua preferência.

Por conseguinte, percebe-se a importância do reconhecimento não só do indivíduo perante o seu gênero, mas também da sociedade para construção do sujeito social. Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Nesse contexto, é essencial buscar meios que restabeleçam a igualdade e liberdade das minorias, para que o indivíduo venha a se consolidar como cidadão, através da proteção social, a interação no mercado de trabalho e com acesso democrático às escolas e universidades.