Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 24/10/2019

Desde a Revolução Francesa de 1789 a igualdade vem sendo aclamada por grupos sociais oprimidos. Neste século, por exemplo, o grande debate social gira em torno do homossexualismo e a sua validade. Dessa forma, tem-se uma discussão bilateral entre os adeptos da causa homossexual exigindo direitos e legitimidade, os quais já deveriam estar em vigor, e a sociedade conservadora, preconceituosa baseada em informações antigas, por muitas vezes religiosa, reluta na garantia de tais direitos.

É sabido que, por muito tempo os homossexuais condicionaram-se às imposições sociais sem questionarem qual posição realmente lhes cabia. Esconderam-se, negaram-se e, por muitas vezes, não se aceitaram, acreditando que essa opção sexual era, de fato, uma condição psiquiátrica a ser tratada, dessa forma, impossibilitando-os de uma vida feliz devido à sua sexualidade. Diante da ocorrência de processos sociais em que outros grupos discriminados buscaram reconhecimento na forma de lei, os homossexuais foram influenciados e levados à situação atual, na qual, exigem a igualdade de direitos.

Entretanto, grande parte da sociedade limita-se a sua restrita realidade convencionada, não se permitindo nem respeitar um indivíduo avesso aos padrões sociais estabelecidos, os quais foram impostos por esta mesma parcela da sociedade. Assim, muitas vezes é preferível por para tais indivíduos que uma criança continue a viver nas ruas - ou que seja no máximo encaminhada a um orfanato -, do que seja adotada por um casal homossexual. Trata-se de uma visão de mundo  retrógrada, baseada em princípios religiosos e antiquados, sendo extremamente preconceituosa, de forma que não deve permanecer em sociedades democráticas de defesa à igualdade e à vida.

Infere-se, portanto, a existência de um conflito social em torno da aceitação e legitimação dos homossexuais. Portanto, para que prevaleça o princípio da igualdade, é preciso que os setores de influência como a mídia, a escola e a família tragam esse tipo de discussão para dentro da sociedade, disseminando o respeito e reconhecimento do outro como igual. Paralelamente, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) deve criar, por meio de verbas governamentais, campanhas públicas com o propósito de combater qualquer espécie de preconceito contra a diversidade de gênero.