Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 07/11/2019
Em “meninos não choram”, filme estreado 2000, o personagem principal, Brandon, um transexual, é agredido físico e psicologicamente por seus colegas que não aceitam sua escolha. Similarmente, muitos jovens e adultos do Brasil sofrem com a exclusão, opressão e agressão em todos os ambientes de socialização por pertencerem à alguma ramificação do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), bem como não é oferecido o apoio necessário para que essas pessoas se conheçam, se aceitem e não desenvolvam distúrbios psicológicos como ansiedade e depressão. Dessarte, é de suma importância que esse assunto seja discutido para que os preceitos de outrora vigentes no país sejam substituídos.
Analogamente, conforme dizia Erasmo de Rotterdam: “Não há nada de tão absurdo que o hábito não torne aceitável”, isto é, o estranhamento gerado pelo que é dito diferente e, principalmente, os conceitos conservadores advindos da igreja levam ao preconceito e violação dos direitos humanos do indivíduo transgênero, posto que o Brasil ocupa o primeiro lugar em número de assassinato de transexuais no mundo, segundo o site “O Globo”. Logo, é comum presenciar exclusão no mercado de trabalho, incredibilidade nas ações e, mais expressivamente, violência física e psicológica nas ruas e na internet para ou com pessoas que optam alterar seu sexo ou os que não se identificam com nenhum deles.
Outrossim, apesar do grupo ser uma minoria e sofrer com a intolerância, não é oferecido o apoio psicológico necessário para que consigam entender seus pensamentos e para evitar transtornos, como ansiedade e depressão, que podem ser causados pelo preconceito. Além disso, é recorrente a não aceitação da família, que como principal expoente na educação e apoio emocional suscita tristeza e revolta. Dessarte, é presenciando desprezo e violação dos direitos dos integrantes do grupo em todos os ambientes de socialização.
Infere -se, portanto, que é necessário mudar a ideologia vigente para que os indivíduos insatisfeitos com seu gênero não sejam mais agredidos física e verbalmente. Primordialmente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve apreender e criar leis que punam a pessoa que se mostrar preconceituosa ou violenta contra grupos que fogem do padrão estabelecido pela sociedade de que só existe o sexo biológico. Bem como o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve desenvolver um projeto de auxílio mental e disponibilizar palestras para conscientizar as pessoas e levá-las a apoiar integrantes do grupo LGBTs, para, dessa forma, evitar a intolerância. Por consequência, o Brasil poderia diminuir os índices de distúrbios psicológicos e se integrar.