Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 26/04/2020

O filme ‘‘A Garota Dinamarquesa’’ retrata a história de uma das primeiras mulheres transsexuais do mundo à realizar a cirurgia de redesignação sexual do mundo, no século XX. Na contemporaneidade, tal procedimento é bem comum de ser realizado,inclusive, é feito gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Exposto isso, a transsexualidade, que é quando o individuo não se identifica com o seu órgão sexual e as suas especificidades, é apenas uma das diversas formas de gêneros existentes. Esse conjunto de pluralidades sexuais  e estado de ser social podem ser expressos na sigla LGBTQ+ (Lésbicas, Gays, Transsexual,Travesti, ‘‘Queer’’, entre outros).  Deste modo, é nítido que a diversidade de gênero é uma problemática relevante, sobretudo, no Brasil, que apesar de o SUS acompanhar essas pessoas, muitas sofrem preconceito no país.

Em primeiro plano,embora o Estado tenha permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais homossexuais, o Brasil ainda proíbe a doação de sangue da população LGBTQ+, por considera-los grupo de risco para o vírus HIV.Consequentemente, segundo o portal de notícias G1, por ano o país perde 18 milhões de litros de sangue devido a essa proibição. Todavia, tal concepção vem sendo desconsiderada pela comunidade cientifica,a título de exemplo, uma pesquisa da Cruz Vermelha Belga contesta essa premissa. Essa situação mostra como o país não está preparado para respeitar a diversidade  de gênero, e por meio de preconceito e ignorância, marginaliza essa grande parte da população, de forma que até mesmo um homem virgem, se tiver atração sexual por outros homens, não pode doar sangue. Tal problemática é inadmissível, pois o que deve ser levado em consideração é o comportamento de risco e não a orientação sexual.

Além disso, ao não garantir plenamente a diversidade de gênero, o Brasil fere os Direitos Humanos, porque eles asseguram a livre liberdade de gênero e de orientação sexual. Não obstante, para comprovar isso, dados do UOL revelam que a cada 16 horas um brasileiro morre de homofobia. Nesse sentido, é nítida a importância de medidas intervencionistas para mudar esse cenário.

Dito isso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Cidadania deve criar políticas públicas que visem maior visibilidade para essa grande parte da população, através da criação de programas de conscientização contra homofobia, como propagandas no horário nobre da televisão  apresentadas por artistas LGBTQ+ que abordem a problemática, com o intuito de provocar reflexão e o pensamento crítico dos brasileiros, para diminuir o preconceito. Ademais, a criação de uma cota na política para pessoas dessa minoria, pois esse grupo ocupando vagas de vereadores,de deputados e de senadores, buscarão melhorias para a comunidade.Assim, a diversidade de gênero seria respeitada no Brasil.