Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 13/04/2020

A animação estadunidense “Big Mouth” mostra os conflitos da adolescência com alguns temas, dentre eles a orientação sexual, diferenciando, em um de seus episódios, a pansexualidade da bissexualidade. Entretanto, no Brasil hodierno, mesmo com essas explicações e com os avanços da lei, como a criminalização da homofobia, a violência contra a comunidade LBTQ+ persiste, pois a exclusão social e as agressões são problemas que ainda perseguem esses indivíduos. Logo, urgem medidas realizadas pelas instituições escolares e pelo Governo para reverter esse quadro.

Decerto, a exclusão social é um impasse enfrentado por muitas pessoas homossexuais. Por esse viés, tem-se a matéria do médico Dráuzio Varela sobre as presidiárias transsexuais exibida no programa “Fantástico”, na qual ele abordou o preconceito que elas sofrem por parte dos outros detentos, das atividades que elas são excluídas e os objetos que não eram compartilhados entre as transsexuais e os outros cárceres. Nesse sentido, observa-se a segregação existente em alguns lugares, a qual é motivada, muitas vezes, por indivíduos que classificam a homossexualidade como uma doença, mesma ela sendo removida da lista de enfermidades da OMS, afastando esses contingentes do convívio social. Isso se deve, em bastantes casos, a falta de conhecimento da população, pois temas como esse são dificilmente abordados no âmbito escolar, deixando os jovens crescerem com uma ignorância no que tange à diversidade de gênero. Dessarte, é premente que as instituições de ensino modifiquem esse cenário.

Ademais, as agressões, sendo elas físicas ou psicológicas, é outra problemática enfrentada por esses indivíduos. Nessa toada, tem-se o filme “A Garota Dinamarquesa”, o qual apresenta a história da primeira cirurgia de redesignação sexual, mostrando os empecilhos enfrentados pelo personagem principal antes e após o procedimento cirúrgico, como a agressão física realizada por um grupo de homens. Nesse contexto, percebe-se que muitas desses ataques agressivos são fomentados pela falta de uma maior aplicabilidade das leis contra esses agressores, motivando esses ataques. Diante disso, é perceptível a necessidade de a Polícia Federal intervir nesse entrave.

Destarte, nota-se que os impasses ligados à diversidade de gênero devem ser combatidos. Para isso, cabe às instituições escolares, por meio de palestras e de feiras científicas, ministradas por professores de filosofia e de sociologia, com o auxílio de vídeos, oferecer informações sobre a diversidade de gênero, com o fito de tornar adultos que respeitem a orientação sexual de outrem e  que promovam a igualdade. Outrossim, cabe à Polícia Federal, via fóruns online, aplicar mais devidamente as leis contra a homofobia. Dessa forma, os temas vistos em “Big Mouth” serão debatidos devidamente.