Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 29/04/2020
Desde a antiguidade, o tema sexualidade é alvo de tabus, instigando diversas pessoas a não falarem sobre isso. Na hodiernidade essa barreira ainda existe, impondo à população uma certa ignorância no que se refere ao mundo LGBTQ+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, transexuais, travestis e mais). Na chamada ideologia de gênero, por exemplo, a resistência do país em discutir suas questões centrais e o preconceito sofrido por indivíduos dessa comunidade são problemas enfrentados diariamente, e que necessitam ser analisadas de uma nova perspectiva, afim de se solucionar essas problemáticas.
Em primeiro plano, urge diferenciar a orientação sexual, relacionada ao prazer físico, e a identidade de gênero, associada ao gênero com o qual o indivíduo se identifica. Como consequência de séculos de uma estruturação conservadora, na qual o sexo era um tema excluído da vara familiar, existem atualmente certas confusões sobre os termos supracitados. Por vezes, iguala-se um travesti, quem utiliza de acessórios do sexo oposto, mas que preserva seu gênero sexual de nascimento, com um transsexual, indivíduo que recorre a cirurgia para mudança de sexo. Notando-se uma falta de diálogo referente aos diferentes grupos LGBTQ+, buscando evitar tais desavenças.
Em segundo plano, percebe-se um forte preconceito relacionado aos trans. Grande parte da sociedade se nega a enxergar como mulher alguém que antes era um homem ou vice-versa. Na série Orange Is The New Black, a personagem Sofia Burset, uma negra transexual, tem dificuldade de ser aceita por seu filho Michael, devido à sua mudança de sexo. Essa relação representa o cotidiano de muitos que optam por esse caminho, seja dentro ou fora de casa. No Brasil, esse preconceito leva o país a liderar o ranking mundial de mortes por homofobia. Segundo dados da ONG europeia Transgender Europe, foram 867 travestis e transgêneros entre 2008 e 2016, fazendo-se imprescindível a intervenção do estado, visando a melhora dessa situação.
Portanto, constata-se a necessidade de ações para a resolução dessas problemáticas. Cabendo ao Governo Federal, criar e efetivar leis que visem a proteção dos trans, além de desenvolver projetos, como campanhas audiovisuais (comerciais e curtas transmitidos na televisão) para disseminar a aceitação dessas pessoas entre toda a comunidade. Objetivando, assim, uma melhor qualidade de vida para essa população, uma vez que de acordo com a declaração universal dos direitos humanos “somos todos iguais perante a lei”, declarando que todos possuem direito a tratamentos igualitários.