Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 19/05/2020
O gênero de uma pessoa é caracterizado por como o indivíduo se vê, como mulher, homem, ambos, nenhum dos dois, entre outros. Apesar de ser algo intrínseco do ser humano, percebe-se que as pessoas que não se identificam com o sexo com o qual nasceram sofrem muito preconceito e, consequentemente, violência física e psicológica no Brasil, de modo que a diversidade de gênero no País é ameaçada. Assim, é necessária a intervenção estatal para melhorar a situação dessas pessoas.
Nesse contexto, os indivíduos que se identificam com o sexo oposto ao qual nasceram são os chamados transgêneros, de modo que eles se submetem a cirurgias de redesignação de sexo e a terapias hormonais para se sentirem bem com o próprio corpo. Apesar de essas pessoas apenas se verem de modo diferente do jeito como nasceram, elas sofrem muito preconceito (a transfobia) por causa da cisnormatividade, ou seja, das massas acharem que é “normal” se sentir confortável com o seu sexo de nascença, ser “cis”. Desse modo, como esse pensamento está muito enraizado na sociedade brasileira, os transgêneros sofrem muita discriminação no Brasil, o que ocasiona violência física e, muitas vezes mortes. Isso é observado em dados publicados pelo site de jornalismo “Repórter Unesp”, que diz que, enquanto a expectativa de vida do resto da população brasileira é de 73 anos, o dos transgêneros e travestis é de 36 anos, mostrando como a transfobia é danosa para a sociedade e quão necessária é que a diversidade de gênero no Brasil seja defendida.
Além disso as pessoas que não correspondem à cisnormatividade também sofrem exclusão social, principalmente na escola, onde os alunos, por não serem ensinados sobre o assunto no ambiente escolar, tendem a excluir o transgênero de atividades sociais por não o entenderem e por, muitas vezes, serem ensinados pela própria família que transsexualidade é “errado”. Essa exclusão, de acordo com um estudo da Universidade de Swinburne, na Austrália, pode deixar o indivíduo ansioso, depressivo e paranoico. Assim, pode-se compreender a importância de, desde a infância, as pessoas aprenderem como a diversidade de gênero é importante e como a transfobia é danosa.
Portanto, a fim de assegurar a diversidadede gênero no Brasil, é necessário que o Ministério da Educação crie uma lei que torne obrigatório o ensino sobre gênero e sexualidade nas escolas, de modo que seja explicado desde o Ensino Infantil até o Ensino Médio. sobre a importância do respeito aos diferentes gêneros. O ministério também deveria promover palestras com especialistas no assunto para os alunos do Ensino Fundamental II ao Ensino Médio que falem da diversidade de gênero em um âmbito mais global e a sua importância, frisando como as pessoas que não correspondem à cisnormatividade sofrem na atualidade.