Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 25/05/2020

De acordo com a filósofa Hannah Arendt, ´´a essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos``. No entanto, verifica-se uma lacuna no direito à diversidade de gênero no Brasil. Nesse sentido, o problema persiste devido à má influência midiática e à insuficiência governamental, que não garante tais direitos.

Primeiramente, o esteriótipo de comportamento propagado pela mídia, em que todos devem se comportar de acordo com o gênero masculino ou feminino, caracteriza-se como um complexo dificultador da valorização dos outros tipos de gêneros. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que os grandes veículos de informação não trazem á pauta a diversidade de gêneros com muita frequência, promovendo uma ignorância por parte da população.

Além disso, há a influência da falta de execução das leis que tentam combater os preconceitos. Nesse viés, John Locke defende que ´´as leis fizeram-se para os homens e não para as leis``. Dessa forma, percebe-se uma irresponsabilidade governamental na promoção da igualdade de gêneros por meio de uma legislação própria e da fiscalização para que esse direito seja mantido, em prol de uma melhor qualidade de vida para a população LGBT.

Portanto, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Governo deve promover um maior conhecimento para a população sobre os diversos gêneros existentes, através de campanhas socioeducativas, com ajuda de profissionais como sexólogos, a fim de que haja um combate ao preconceito. Além disso, cabe ao Estado proteger os cidadãos LGBT, através da execução correta das leis que promovem a igualdade entre todos. Assim, possivelmente, a essência a que Arendt se refere seja respeitada.