Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 15/06/2020
A questão da diversidade de gênero deve ser vista, hodiernamente no Brasil, como uma grave significativa problemática. Isso se deve, sobretudo, a uma resistência do País em discutir questões relacionadas a identidade de gênero e ao preconceito sofrido pelos indivíduos que são excluídos socialmente, apenas por não se identificar com seu gênero de nascimento. Logo, é irrefutável que ocorram ações afirmativas, a fim de conter esse conflituoso cenário.
Nesse sentido, é inegável a existência de resquícios de uma sociedade patriarcal e tradicionalista. Entretanto, em meados do século 1960, começou uma luta por igualdade de gênero, quando ocorreram diversos movimentos sociais que levantaram bandeira de igualdade de oportunidade e ruptura de barreiras preconceituosas que excluíam as minorias, objetivando conseguirem maior igualdade. Nesse peculiar, seguindo a linha de pensamento do psiquiatra e escritor Augusto Cury, o qual afirmava que o sonho de igualdade só cresce no terreno de respeito às diferenças, é de fácil explicação que enquanto houver intolerância e discriminações com os indivíduos por questões de gênero, haverá um grande impasse para o desenvolvimento social e cultural do País. Nesses termos, os excessos de preconceito e discriminações representam uma grave mazela social, uma vez que são motivados pela cultura enraizada há anos no Brasil.
Outrossim, é crescente os números de indivíduos que são humilhados, espancados e , em casos estremos, são mortos, vítimas de discriminações, por não se encaixarem no padrão normativo da identidade de gênero imposta pelo corpo social. Nesse contexto, o grupo LGBTs(Lésbicas, Gays, Transexuais, Travestis e Transgêneros) sofrem diariamente preconceitos e exclusões sociais, uma vez que não há muitas políticas públicas que ampare essa parcela da população. Desse forma, essa situação é retratada na série disponível na netflix “Control Z”, na qual mostra o drama vivenciado por uma garota transexual que sofre discriminação e exclusão após a escola inteira descobrir que ela fez mudança de sexo. Desse modo, percebe-se a urgência de mitigar tais pensamentos e atitudes maldosos contra essa minoria.
Urge, pois, que sejam realizadas ações sinérgicas, com o escopo de combater os impasses na questão de diversidade de gênero. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação promover e consolidar ações afirmativas, como ampliar as discursões sobre o assunto. Tal empreitada social pode ser realizada por intermédio de palestras nas escolas que busquem integrar famílias e alunos, para que assim através da informação o indivíduo perceba o respeito às dessemelhanças. Por fim, objetiva-se combater esse cenário caótico que, infelizmente, persiste no meio.