Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 16/07/2020
No seriado da Netflix, “Orange is the new Black”, a personagem Sophia Burset é uma mulher transexual que é tratada de maneira de revoltante ao longo da sua vida por conta da sua diversidade de gênero. De forma análoga, é perceptível a continuação do problema social durante o cotidiano, já que o Brasil é apresentado repulsivamente no contexto mundial em relação ao tratamento à comunidade transexual. Com efeito, essa ação evidencia a falsa inclusão de LGBT na educação brasileira e apresenta a violação aos direitos dos indivíduos simpatizantes da diversidade de gênero, um ato que fere a Constituição atual.
Mormente, é indispensável destacar que a dificuldade dos simpatizantes na inserção no sistema educacional é um dos entraves para o aumento dessa transgressão. Nesse sentido, na obra cinematográfica “Meu nome é Ray”, Ray nasceu mulher, mas nunca se identificou com o gênero, e ao se preparar para uma cirurgia de transgenitalização, é agredida verbalmente no ambiente escolar diversas vezes por seus colegas. Fora da ficção, essa realidade é contínua e representa uma das maiores razões para o abandono da educação pela comunidade LGBT, que se compreende fora do padrão social heteronormativo e preconceituoso da sociedade. Isso revela, logo, uma atitude discriminatória e antiquada da população brasileira, que, por conseguinte, aponta o baixo nível de ideais progressistas necessários.
Em segundo lugar, é imprescindível ressaltar que as atitudes citadas acima refletem as falhas do sistema constitucional e jurídico no Brasil. Dessarte, a Constituição de 88 garante a dignidade do ser humano, inerente ao direito do transexual à cidadania e a posição de sujeito de direitos dentro da sociedade. Em contrapartida, a existência desse dever não assegura sua funcionalidade, uma vez que em 2016, o Correio Braziliense compartilhou que o Brasil liderava o ranking de assassinatos de travestis e transexuais. Isso ratifica, logo, a irresponsabilidade governamental com a problemática, além de apresentar o descaso com os sujeitos em pauta.
Portanto, para que haja maior inclusão dessa comunidade, é mister que os Governos Estaduais e o Ministério da Saúde disponibilizem profissionais de psicologia voltados para estudantes transexuais, por meio de concursos públicos e estaduais, com a finalidade de preparar esses alunos e tratá-los em caso de quaisquer represálias que possam sofrer no processo de formação escolar. Destarte, é essencial que as mídias sociais, como telejornais, busquem ressaltar a importância do respeito ao próximo, independente de orientação ou identidade sexual por intermédio de campanhas televisionadas, com o propósito de desestruturar o preconceito como situação comum.