Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 03/09/2020

A Constituição Federal brasileira determina que todos somos iguais perante a lei, assegurando a todos o direito à vida, à liberdade e à igualdade. Contudo, a comuninade trangênera tem seus direitos negados diariamente por uma sociedade em que os três poderes são embasados em ideáis conservadores. Dessa forma, a violência e o preconceito sofrido pela população trans ocorre em razão da construção social aplicada ao gênero e, consequentemente, dificulta o processo de inclusão delas no meio social.

Historicamente, a sociedade determina, desde o princípio, o que é ser um homem e o que é ser uma mulher. Essa definição ocorre a partir do nascimento, quando é determinado o sexo biológico e continua durante toda a vida. Assim, à criança é imposto como ela deve se vestir, se comportar e o que deve apreciar de acordo com o seu sexo. Por essa razão, é extremamente importante saber separar sexo biológico de identidade de gênero, sendo esta a maneira como o indivíduo se identifica. No entanto, episódios, como a morte do menino Alex, de 8 anos, espancado pelo seu pai porque gostava de lavar a louça, evidencia os esteriótipos criados pela sociedade do que é ser um homem ou uma mulher.

Consequentemente, a comunidade trangênera é excluída de esferas sociais, como o mercado de trabalho e acabam morando nas ruas ou recorrendo a prostituição. Esse fato pode ser comprovado a partir do estudo feito pela Antra em que 90% da população travesti e transexual têm a prostituição como fonte de renda e meio de subsistência. Nesse interim, à medida que cresce a parcela de pessoas trans no âmbito da prostituição, menos representatividade elas ganham nas empresas, aumentando consideravelmente o sentimento de aversão aos trangêneros, aguçando a prática de violência. Torna-se, então, fulcral uma mudança dessa realidade.

Portanto, uma vez que trans são cidadãos e têm o direito de serem tratados como tal, é dever do Ministério da Cidadania, por meio de palestras educacionais sobre desconstrução de gênero ministradas nas escolas e através de projetos de acolhimento de indivíduos trans no mercado de trabalho, promover a inserção deles na sociedade, afim  de acabar com a intolerância. Assim, os brasileiros entenderão que a identidade de gênero é uma escolha individual e deve ser respeitada.