Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 03/10/2020
O escritor Stefan Zweig, mudou-se para o Brasil devido as perseguições nazistas na Europa. Nesse contexto, o escritor austríaco foi bem recebido e criou a obra “Brasil, país do futuro”. Contudo, de maneira lastimável, o preconceito sobre identidade de gênero na sociedade brasileira vai de encontro ao texto descrito na obra. Sob esse aspecto, dois fatores são relevantes: o modelo patriarcal da sociedade, como também a falta de empatia das pessoas. Com isso, convém analisarmos as consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Em primeiro plano, é preciso atentar para o modelo patriarcal presente na questão. Segundo o filósofo grego Aristoteles, “a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade”. No entanto, observa-se que, desde a colonização do país, o exemplo social brasileiro não têm favorecido todos os cidadão do país, seja pela cor, crença ou gênero, haja vista que, nem todos os cidadãos com identidade de gênero têm a segurança de andar sozinho pelas ruas, tudo isso, pelo medo de serem acometidos a alguma injustiça, tendo como consequência, a falta de diversidade. Também é possível dizer que, desde 2008, houve um total de 539 assassinatos de trans em todo o Brasil, afirma a Universidade Estadual de São Paulo (UNESP).
Outrossim, a falta de empatia do próximo ainda é um grande empasse para a resolução da problemática. Na obra “Modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade cultural é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange ao prejulgamento ao caráter pessoal. Essa liquidez que influi sobre a questão da carência de igualdade dos brasileiros funciona como um forte empecilho para sua resolução, tendo em vista que, nem todos os cidadãos se impor*tam em amenizar a antipatia sobre a analogia de gênero, tendo como consequência o sofrimento de muitos habitantes que são vítimas do preconceito da sociedade.
Portanto, para que a discriminação sobre os habitantes deixe de fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Logo, é necessário que famílias, em parceria com as Prefeituras das cidades, exijam o cumprimento do direito constitucional para a segurança das pessoas que sofreram com o preconceito social. Essa exigência deve ser por meio de greves e reclamações coletivas, com descrição de habitantes que sofrem ou sofreram com esse problema, a fim de que, a diversidade seja construída no país. Além disso, as escolas devem instituir, palestras ministradas por psicólogos que defendam o respeito sobre pessoas que tenham a diferença de gênero. Dessa forma, todos os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.