Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 03/11/2020
Ana Carolina, Lulu Santos, Cazuza são alguns dos famosos com inclinação homossexual no Brasil. Mesmo pessoas públicas expondo suas diversidades de gênero, o assunto ainda é tratado com estranheza ou indiferença. Assim, a rejeição da sociedade ou a dificuldade na abordagem em ambientes formadores, relegam a questão a um plano inferior ou secundário, o que contribui para a prevalência de preconceitos.
Inicialmente, ressalta-se que mais de 18 milhões de brasileiros são homoafetivos, segundo estimativas da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros. Nesse sentido, expandir o debate em ambientes formadores se faz urgente, haja visto que o Brasil registra uma morte por homofobia a cada 23 horas, conforme a GloboNews divulgou em 2019. Essa dura realidade torna o convívio em sociedade, dos milhões do grupo LGBT, complexo e temeroso, já que seu direito à diversidade não é respeitado de modo equânime.
Outrossim, a repulsão social que a população homoafetiva enfrenta é reflexo da sociedade machista e patriarcal sobre a qual o país se ancorou desde o processo de colonização. Nesse contexto, a não aceitação familiar, social ou até mesmo do próprio indivíduo pode gerar transtornos mentais - a exemplo da depressão e da ansiedade. Logo, o risco para o suicídio é alto, tal qual relatou a psicóloga Lana Cannone ao jornal Estado de São Paulo, em 2019, o que torna a necessidade da discussão da questão de gênero ainda mais ampla e multidisciplinar.
Evidencia-se, portanto, grandes desafios acerca do assunto. A fim de garantir o exercício da diversidade de grupos, cabe ao Ministério da Educação, líderes comunitários e profissionais engajados esclarecer seus públicos-alvo (crianças, adolescentes, educadores, profissionais da saúde e comunicação), por meio de rodas de conversa, vídeos com relatos reais, palestras e cursos de educação continuada em escolas/universidades, igrejas, comunidades, ambientes públicos e privados.