Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 20/12/2020

A lei anti-homofobia criada, em 2006, tinha por objetivo criminalizar a homofobia no país. Nesse viés, verifica-se que a diversidade de gênero, no Brasil, é um problema na vida de muitas pessoas, visto que a sociedade ocidental concretizou um tipo de gênero paradigna que deve ser seguido. Dessa forma, em razão da falta de debate e da insulficiência legislativa,emerge um problema complexo, que precisa ser revertido.

Em primeiro lugar, é válido mencionar que o silenciamento é um fator que contribui para persistência do problema. Nesse sentido, o famoso pensador, Foucault, defende que há temas que não são viabilizados para que estruturas de poder sejam mantidas. Sob essa lógica, nota-se que o silêncio midiático e escolar, auxilia com a falta de informação das pessoas, e com isso não ocorre a descontrução do gênero padrão posto pela sociedade, na qual continuará excluindo pessoas em que não se encaixarem nesse tal padrão estabelecido, o que favorece com o aumento de agressões físicas e verbal para com esses indivíduos que não seguem determinado modelo social, o que torna esse problema um desafio.

Em segundo plano, é indispensável salientar que a insulficiência de leis é um fator latente para configuração da questão. A vista disso, a lei anti-homofobia vista anteriormente, amiude, não sai do papel, uma vez que na sociedade não é visto como crime o ato de discriminação, exclusão ou ataques contra pessoas de gêneros diferentes, pelo motivo de que em um dado momento histórico na sociedade as pessoas, na qual assumiam-se gays,trans, ou bisexual muitas vezes eram consideradas como doentes, posteriormente, hoje esse tipo de análise já foi desconsiderada , mas, por causa dessa idealização feita desde o ínicio da construção do gênero social adequado muitas pessoas permanecem com os mesmos pesamentos de antes, o que favorece para que a desinqualdade entre esses indivíduos cresça em nível exponencial. Logo, é mister providências que atuem sobre a resolução da questão.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso é crucial que as escolas promovam rodas de debates acerca do tema, com professores qualificados e vítimas em que já sofrerão preconceitos de gêneros, para que esse assunto seja abordado ,principalmente, na fase da adolescência- em razão, de que os jovens, amiude,são excluídos de grupos em virtude de não se negajarem em um padrão estabelecido- tais ações devem ocorrer duas vezes por semana a partir do ensino médio, no período extra classe, afim de coibir com o silenciamento em torno do tema . A partir dessas ações o Brasil se consolidará em um país melhor.