Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 27/04/2021
O modernismo brasileiro foi um movimento de grandes transformações sociais, políticas e estéticas no país, o qual visava lançar voz à realidade de todos os segmentos populacionais. Nesse sentido, um país com mais de 200 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há uma grande diversidade de gênero. Desse modo, é necessário destacar duas vertentes que contribuem para a perpetuação da querela contra os gêneros: o preconceito enraizado pela religião e a falta de conscientização a respeito desse assunto nas escolas.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o processo de colonização brasileiro feito pelos portugueses, na qual instaurou uma religião católica como uma religião oficial do país. Nesse contexto, uma religião foi propagada por todo o país, por meio das missões dos jesuítas da época, e por consequência, foi difundida uma cultura contra a diversidade de gênero. Nessa circunstância, o preconceito contra a pluralidade social do país foi enraizada e perdura-se na atualidade pelo fato de no Brasil, segundo pesquisa feita pelo Datafolha, uma religião cristã predomina com mais de 80% da população.
Ademais, é fundamental apontar uma falta de conscientização sobre o tema diversidade de gênero das crianças nas escolas. Nessa perspectiva, faz-se necessário destacar que a educação é um direito universal da população de acordo com a Constituição do Brasil, segundo o Art. 205. Assim sendo, o acesso ao tema de pluralidade de gênero e sua discussão são fundamentais para as crianças obterem o conhecimento e erradicar esse problema.
Portanto, a necessidade do fim dos preconceitos enraizados pela religião e a proliferação do tema diversidade de gênero nas escolas do país. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação crie programas sobre a conscientização da pluralidade de gênero, com intuito de difundir uma nova cultura de respeito a todos no país. Por meio da implantação de estudos sobre os temas e divulgação em mídias sociais. Assim, consolidar-se-á uma população mais autocrítica e, por consequência, erradicará essa situação.