Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 29/04/2021

O modernismo brasileiro foi um movimento de grandes transformações sociais, políticas e estéticas no país, o qual visava dar voz à realidade de todos os segmentos populacionais. Nesse sentido, em um país com mais de 200 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há uma grande diversidade de gênero. Desse modo, é necessário destacar duas vertentes que contribuem para a perpetuação da querela contra os gêneros: o preconceito enraizado pela religião e a falta de conscientização a respeito desse assunto nas escolas.

Inicialmente, deve-se ressaltar o processo de colonização brasileiro feito pelos portugueses, que instaurou a Igreja Católica como oficial no país. Nessa circunstância, a religião foi propagada por todo o território, por meio das missões jesuíticas da época, e, por consequência, foi difundida uma cultura contra a diversidade de gênero. Nesse sentido, uma Igreja atacava como pessoas que se manifestavam-se a favor da pluralidade cultural, além de condenar os específicos, chamados de hereges, através da Santa Inquisição. Assim, o preconceito contra a diversidade de gênero foi enraizado na sociedade brasileira e passado de geração para geração.

Ademais, é fundamental apontar uma falta de conscientização das sobre o tema diversidade de gênero das crianças. Nessa perspectiva, faz-se necessário destacar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que preza pelo respeito e dignidade a todas as pessoas do mundo. Além de promover a educação através do ensino, garantindo a liberdade de expressão a qualquer indivíduo.

Portanto, a necessidade do fim dos preconceitos enraizados pela religião e a proliferação do tema diversidade de gênero nas escolas do país. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação crie o programa “Diversidade é tudo”, que aconteceria duas vezes ao ano, no calendário escolar, em escolas públicas e privadas. Nele, os estudantes participantes de palestras, workshops e debates com especialistas no tema. Assim, eles tirar suas dúvidas e, consequentemente, aproximariam os jovens do conhecimento necessário para serem mais autocríticos e disseminar o respeito e a liberdade para todos.