Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 06/08/2021
A série “Coisa mais Linda”, exibida pela Netflix, aborda a vida de Malu e o seu esforço contínuo para manter o seu empreendimento, sendo uma mulher, no século XX, e estando rodeada por uma sociedade machista e conservadora, marcada pela opressão. Não distante da ficção, a realidade brasileiraa conta, diariamente, com diversos casos ligados à desvalorização feminina no mercado de trabalho. Dessa forma, associa-se a esse cenário tanto as remunerações desproporcionais aos níveis de instrução e capacidade quanto as posições de trabalho ocupadas por mulheres em diferentes setores.
A priori, é válido destacar que, apesar de todo o avanço e uma maior ocupação dos postos de trabalho, as mulheres ainda são submetidas a situações onde o salário que as mesmas recebem, não condiz com suas qualificações ou com seu ritmo na jornada de trabalho. De acordo com informações fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, homens ainda ganha cerca de 30% a mais, ocupando os mesmo cargos em uma empresa, expondo, de maneira concreta a realidade enfrentada no país. Ademais, tal estudo feito pelo IBGE conta com dados que relatam a baixa recorrência da gravidez, com o passar dos anos, possibilitando para esta mais tempo dedicado aos estudos e a sucessivas especializações.
Posteriormente, acresce a esse exposto a questão feminina quanto a ocupação de determiandos cargos e o exercício de determinadas funções, que ainda se encontra limitada. Convém destacar, desse modo, que a participação social feminina sempre foi restrita a certas funções, a história expõe como exemplo a Sociedade Clássica Ateniense, onde a mulher era subjulgada e ocupava postos de cuidadora da caa e da família, não sendo considerada relevante para o estado. Contudo, apesar das similiaridades comportamentais na primeira metade do século XX, as mulheres foram mandadas para as fábricas como operárias e isso impulsionou parcelas sociais na reinvidicação de espaços, como a força adquirida pelos movimentos feministas. Por isso, mesmo que a disseminação nos postos de trabalhos sejam maiores, atualmente, ainda existem crenças enraizadas a ser superadas socialmente.
De acordo com as colocações abordadas, é necessário que haja um maior desenvolvimento de políticas públicas que facilitem a inclusão feminina em diversos postos de trabalho, por meio das Secretarias Especiais do Trabalho, bem como as fiscalizações das empresas e órgãos na remuneração igualitária para ambos os gêneros, visando, assim, um ambiente de trabalho mais justo, inclusivo e visando a desenvolvimento social, aproveitando todas as suas potências.