Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 07/10/2021

“Se alguém acredita que ele é limitado por seu gênero, raça ou origem, ele se tornará ainda mais limitado”, frase de Carly Fiorina, que representa a realidade de muitos brasileiros, “escondidos” pelo medo de se expressarem à sociedade. Em meio a isso, percebe-se que no Brasil a discriminação por conta do gênero ainda tem grande influência na população. Desta forma, é possível ressaltar dois pontos para o lento avanço nessa questão: a dificuldade de se discutir o assunto na comunidade brasileira e forte preconceito contra a diversidade de opções de gênero.

Em primeira análise, é importante lembrar que a maior parte da população desse país é cristã e os ensinamentos pregados destacam os relacionamentos heterossexuais como o certo. Graças a isso, boa parte desses cristãos usam a religião como pretexto para serem intolerantes aos LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgênero) e outros gêneros, provocando desconforto àqueles que querem liberdade para serem quem realmente são e dificultando o progresso na diversidade de gênero. Por isso, uma forma de amenizar a situação seria a conscientização de tais pessoas, para aprenderem a respeitar o próximo, assim como sua própria doutrina prega.

Outro fator de extremo destaque, é os frequentes casos de agressão à homossexuais e transgêneros, por conta do preconceito a eles. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, e o SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), entre os anos de 2015 e 2017, foram registradas 24,564 notificações de violência contra LGBT no Brasil, sendo uma morte a cada 23 horas; aponta também que 31,7% dos casos são contra mulheres trans e que 20,6% ocorrem em vias públicas. É perceptível. assim, que em relação aos agressores, é preciso a mudança de suas concepções e da massa populacional, que até então muitos concordam com essa atitude violenta.

Mediante os argumentos mencionados acima, nota-se a necessidade de soluções para a aceitação da diversidade de gênero entre os brasileiros. Sendo assim, o Ministério da Educação, deveria implementar o estudo ou o debate sobre esse assunto nas aulas de sociologia, para os alunos do sexto ano em diante, respeitando a faixa etária de cada turma, explicando a importância desse tema e o porquê de precisarem respeitar a todos os gêneros. Com essas medidas, será possível uma comunidade mais unida e com uma limitação a menos dentre as três citadas por Carly Fiorina.