Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 06/10/2021

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a discriminação sofrida por pessoas com uma certa diversidade de gênero, apresenta barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de uma negligência governamental, quanto da falha no sistema de educação brasileira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro lugar, é oportuno pontuar que a indiligência estatal possui íntima relação com o problema. Segundo o grande pensador Thomas Hobbes, “O Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”. Entretanto, tal afirmação feita por Hobbes não tem sido praticada no Brasil, visto  que o governo falha em não proporcionar o devido bem-estar para pessoas com orientações sexuais diferenciadas, uma vez que essas sofrem diariamente com o preconceito e violência. Desse modo,  faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, é imperativo defender uma educação brasileira precária, como coadjunvante no agravamento do revés. Segundo Nelson Mandela (ex-presidente da África do Sul), “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Contudo, o governo não tem utilizado essa “arma” descrita por Mandela de forma eficiente ,para mudar o cenário discriminatório sofrido por indivíduos de gêneros considerados “incomuns” pela sociedade. Dessa forma, é possível perceber que uma educação formadora, precisa ser alcançada de maneira imediata pelo povo brasileiro.

Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão do imbróglio. Para isso, compete ao Ministério da Educação investir na conscientização pública, sobre a importância de se implementar o respeito sobre pessoas que tem uma orientação sexual distinta. Tal investimento deverá ser praticado através de palestras e cartazes educativos, direcionados principalmente para as escolas públicas e privadas, no intuito de que desde cedo, possa se construir no Brasil uma nação justa e respeitosa.