Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 27/03/2022

Kant, ao escrever “O que é o esclarecimento?”, afirmou que a humanidade está a caminho do progresso. Contudo, há impasses, os quais não só crescem, mas mantêm-se latentes na sociedade conforme o passar dos anos: o gênero, termo esse, muitas vezes, incompreendido e permeado de pré-conceitos. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas necessárias para que a diversidade de gênero em questão no Brasil seja compreendida e respeitada.

Inicialmente, é válido ressaltar a contribuição do desconhecimento populacional acerca dos próprios direitos e do direito dos outros para a manutenção da discriminação dos LGBTs. De acordo com uma pesquisa feita pelo “Data Senado”, cerca de 50% dos entrevistados admitiram saber nada ou muito pouco sobre a Constituição Federal. Desse modo, constata-se que, ao desconhecer o que são consideradas atitudes criminosas e, consequentemente, suas penalidades, as pessoas passam a formentar um discurso de ódio, sobretudo, aos transgêneros, por acreditar que não há lei para ser usada contra essa atitude, a qual, infelizmente, é tida como impune. Por isso, é preciso que a escola ministre aulas sobre a Carta Magna para promover a harmonia nas relações sociais e romper com a laicidade dos estudantes, que são cidadãos e futuros representantes nacionais.

Outrossim, é imprescindível mencionar a invisibilidade promovida pelo governo sobre o grupo de transgêneros como fator essencial para a negligência à compreensão e à dignidade dessas pessoas. Segundo o site do “PLC”, apenas em 2010 foi pautado como necessário o efeito simbólico do Estado de declarar à sociedade que não há tolerância à discriminação por orientação sexual e por identidade de gênero. Por fim, cabe aos representantes nacionais a defesa a essa causa nos discursos diplomáticos de modo a tornar a pauta em algo popular.

Portanto, evidenciam-se condutas para que a diversidade de genêro em questão no Brasil seja viabilizada na sociedade. Por conseguinte, o Governo Federal deve, por meio de uma reunião com os governadores estaduais, inserir o ensino à Constituição Federal nas escolas, a partir de cláusulas que indicam o repúdio à violência e ao preconceito, a fim de que os direitos dessas minorias não continuem sendo feridos. Então, o progresso, mencionado por Kant, se tornará inevitável.