Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 08/11/2022
“Consideramos justa toda forma de amor”, Lulu Santos. Embora milhares de bra-
sileiros cantem em coro esse hino à diversidade sexual, ainda existem lacunas a se-
rem preenchidas no combate à violência física e psicológica de pessoas LGBT+. Seja pela falta de educação sexual nas escolas, seja pelo preconceito estrutural nas fa-
mílias, essas pautas precisam ser discutidas.
Em primeira análise, o ambiente escolar é cenário de grandes mudanças nas vi-
das dos indivíduos que por ele passam. Nem sempre, porém, os alunos recebem a-
poio necessário do corpo docente ou dos colegas. Para exemplificar, na série de li-
vros “Heartstopper”, Charlie e Nick enfrentam conflitos na escola durante a desco-
berta de suas sexualidades. Os episódios de violência psicológica e física, inclusive, alertam o leitor sobre essas atitudes fora da ficção. Visto isso, a educação nas esco-
las faz-se essencial e urgente.
Além disso, existe, nas gerações anteriores à atual e mais tradicionalistas um preconceito sobre novas formações familiares que é desferido para a população L-
GBT+ com ódio. Tal fato dificulta a conversa dos pais com seus filhos para que jun-
tos tornem esse momento de mudança algo leve. Quando Lulu Santos diz em “Toda Forma de Amor” que ele não vai “sobrar de vítima”, o medo é legítimo. Se-
gundo o G1, o Brasil é o país que mais mata pessoas transsexuais no mundo. Em a-
ssociação, nos livros de “Heartstopper” o leitor é capaz de perceber como diferen-
tes abordagens dos familiares em resposta à descoberta das sexualidades dos me-
ninos podem influencia-los positiva ou negativamente. Esse efeito demonstra a re-
levância dos mais próximos às pessoas LGBT+.
Portanto, o Ministério da Educação deve intervir por meio de um Plano Nacional de Combate à Violência contra a população LGBT+. Nesse projeto devem ser ofer- tadas nas escolas de rede pública e particular palestras aos adolescentes, a serem ministradas por psicólogos com objetivo de conscientizar esses alunos da impor- tância do respeito ao outro. Assim também devem ser introduzidos nesses mo- mentos relatos agregadores sobre diversidade sexual e ainda uma versão da palestra para os responsáveis e mestres. Dessa forma, os brasileiros estariam indo à luta e reconhecendo a dor para considerar “justa toda forma de amor”.