Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 22/11/2022

Em sua obra Utopia, Thomas More retrata uma sociedade coesa e harmônica, em que há o pleno funcionamento de suas partes. Longe da literatura ficcional, percebe-se, infelizmente, que a diversidade de gênero ainda é tabu para boa parte do corpo social brasileiro. Essa resistência é devido à ausência de educação de gênero e à mídia tradicional.

Em um primeiro momento, cabe ressaltar a falta de disciplinas de gênero nas escolas. Conforme o educador Rubem Alves, as escolas podem ser gaiolas ou asas: ou alienam, ou libertam. Nessa lógica, sem uma política de orientação educacional há consequências para os jovens e adolescentes, eles irão tornar-se empresários, professores e políticos intolerantes e preconceituosos - podendo, inclusive, disseminarem o ódio àqueles que não se identifica com a dualidade homem e mulher.

Outrossim, a mídia é um veículo que colabora para essa triste situação, ao esconder o debate sobre a diversidade sexual. Segundo Karl Marx, os meios de comunicação são utilizados para propagar o que a classe dominante considera aceitável. Em vista disso, não há como os LGBTQIA+, por exemplo, terem suas reivindicações ouvidas - inclusive, os crimes relacionados a esses grupos não são levados aos canais de TV aberta, não pela sua importância, mas pelo receio de não gerarem audiência devida.

Diante do exposto, urge que alguma medida seja realizada. Portanto, cabe ao Legislativo Federal, por meio de uma lei nacional, fixar, para todos os Entes Federativos, um modelo de educação que crie disciplinas de gênero nas escolas. Ademais, como agente fiscalizador, esse poder deve avaliar e controlar o que está sendo executado na União, nos Estados e nos Municípios. Assim, tal feito terá como intuito proporcionar que a Lei Maior seja, de fato, obedecida.