Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 27/07/2023

Nas eleições federais de 2022, Erika Hilton foi eleita, sendo a primeira deputada trans a adentrar à Câmara, pelo Estado de São Paulo. Sob essa ótica, cabe a análise sobre a diversidade de gênero no Brasil, que, apesar do avanço sobre a pauta, há muito o que melhorar. É importante apontar, diante disso, que os atuais proble-mas sobre a questão abarcam não só o preconceito sobre o tema, como também o desconhecimento da sociedade sobre o assunto.

Em primeiro lugar, é válido a citação do filósofo Voltaire: “O preconceito é uma opinião não submetida à razão”. Sem dúvida, quando um indivíduo atua sendo um vetor da propagação de discursos de ódio contra determinadas minorias - como os pertencentes ao movimento LGBTQIA+ -, este não usa sua razão para falar sobre o tema. Ademais, ocorre o fenômeno coletivo, onde muitos adotam tais pensamen-tos retrógrados, seja por influência de religiões ou ideologias políticas conservado-ras. Destarte, o preconceito contra os apoiadores da causa da diversidade de gêne-ro deve ser encarado como um problema social.

Outrossim, juntando à problemática da falta de razão que gera o preconceito, soma-se a falta de conhecimento. O filósofo Foucault, autor do livro “História da Sexualidade”, afirma que o gênero deve ser entendido como um ação, uma prática cotidiana de atuar no mundo em que está inserido, ou seja, é uma definição social. Com isso, observa-se que setores da sociedade - por não dominarem o assunto - confundem gênero com outras terminologias (como sexo), dificultando que o deba-te se torne claro a toda população brasileira. Logo, o maior entendimento sobre os aspectos sociológicos se faz necessário no cotidiano do povo.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar os problemas supracita-dos. Podendo se tornar um ator nessa mudança, o Governo Federal - dotado de ferramentas de alcance nacional -, juntamente com o Ministério dos Direitos Hu-manos, pode promover um plano conscientizador educacional. Com o apoio do Ministério da Educação, os três podem promover a integração do debate das diver-sidades de gênero na grade curricular de sociologia - havendo a possibilidade de se utilizar as ideias de Foucault como base. Desse modo, o Brasil será um país mais inclusivo, almejando em cada passo um futuro melhor.