Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 31/10/2024

Zygmunt Bauman defende que, “Não são as crises que mudam o mundo e sim a nossa reação a elas”. No entanto, não é possível verificar uma reação interventiva na questão da diversidade de gênero no Brasil, que provoca discussões preconceituosas no contexto de um país enraizado pelo conservadorismo. Então, é preciso traçar medidas estratégicas sobre os agentes causadores do problema: a falta de informação e a negligência governamental.

Primeiramente, é preciso atentar para a ausência de conhecimento presente na situação. Segundo Aldous Huxley, “Conhecimento não é aquilo que você sabe, mas aquilo que você faz com o que você sabe”. De fato, isso se aplica no contexto da ignorância de muitas pessoas em relação à diversidade de gênero e de sexualidade, visto que essa temática era menos discutida abertamente em ambientes públicos e mais estigmatizada, o que acarretou em gerações criadas com pensamentos negativos e sem senso crítico sobre esses grupos da sociedade. Assim, é imprescindível que as pessoas tenham sempre mais acesso à informação.

Em paralelo, a negligência governamental é um entrave no que tange ao problema. A partir disso, Bauman usa o termo “instituição zumbi” para criticar as ineficiências das instituições da sociedade contemporânea. Tal fragilidade é nítida no papel do Estado frente aos desafios que ainda são enfrentados pela comunidade LGBTQIAP+, tendo em vista os dados divulgados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH) que constatou, no primeiro semestre de 2024, 33.935 mil violações contra pessoas que se autodeclaram ser desse grupo social. Logo, é coerente afirmar que o poder judiciário não está cumprindo eficientemente sua função, o que compromete a integridade dessas pessoas.

Portanto, medidas interventivas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, instituições educacionais a exemplo de universidades, devem organizar palestras em espaços públicos, por meio de entrevistas com sociólogos e vítimas do problema, com intuito de trazer mais lucidez sobre a diversidade de gênero em questão no Brasil e promover mais o desenvolvimento do senso crítico. Por fim, ao reagir a essas crises, mudanças positivas seriam vislumbráveis no futuro.